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ELEIϿ�Ͽ�ES 2010

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13/08/2010

CRÍTICAS AO GOVERNO DO PSDB CENTRALIZAM DEBATE ENTRE CANDIDATOS EM SÃO PAULO

Alckmin foi o principal alvo de ataques no debate

As críticas ao governo do PSDB em São Paulo centralizaram o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, na noite desta quinta-feira (12). Líder nas pesquisas de intenção de voto, o tucano Geraldo Alckmin foi o alvo preferido de seus cinco adversários que participaram do encontro: Alozio Mercadante (PT), Celso Russomano (PP), Paulo Skaf (PSB), Fábio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL).

Entre os principais assuntos, críticas à saúde, à educação, à segurança e ao transporte. Principal adversário de Alckmin, o petista Aloizio Mercadante criticou a maneira como o governo do Estado conduziu as negociações para São Paulo ser sede da Copa do Mundo de 2014.

O petista acusou o partido de seu adversário, que atualmente está no governo, de não cumprir o que prometeu e deixar todos em dúvida se a cidade sediará ou não jogos do torneio.

- Até agora o PSDB não conseguiu cumprir o que prometeu e sair do muro para saber se a Copa vai ser aqui ou não. Na Baixada [Santista], fizemos um centro de pesquisa para o pré-sal. Precisamos do ferroanel para atender o porto de Santos a escoar demanda.

Alckmin rebateu dizendo que o PT de Mercadante também promete e não faz, e citou a falta de infraestrutura de aeroportos do Estado, que são administrados pela Infraero, empresa vinculada ao governo federal.

- Oito anos do PT [no governo federal] que só sabe falar mal e não faz nada. Fizemos o Rodoanel, a [rodovia] Imigrantes. [Mercadante] Critica o porto de santos, mas e Cumbica e o aeroporto de Campinas? [...] O governo vai apoiar a Copa, mas não vai colocar dinheiro publico em estádio.

Saúde
Paulo Skaf (PSB) e Celso Russomano (PP) também criticaram a gestão tucana em áreas como saúde e educação. O petista lembrou a demora que ocorre para marcar um exame.

-Me diga um serviço público que funciona no Estado de São Paulo? Infelizmente nada funciona. Se sair para saúde, uma cirurgia demora um ano e sete meses, para ser marcado.

Feldmann, do PV, também discutiu a gestão da saúde e levantou a necessidade do Estado ter um programa de prevenção à obesidade. Alckmin, por sua vez, concordou com Feldmann e afirmou que a obesidade é uma questão a ser resolvida.

- Não há dúvidas de que esse é um problema sério [a obesidade]. Pretendo fazer um grande programa de ginástica e exercício, para os idosos. Nas escolas é preciso corrigir a merenda escolar. Nós temos, no governo do Estado, o programa que trata de subnutrição e obesidade.

Educação
A progressão continuada nas escolas – medida adotada pelo governo do PSDB que é alvo de críticas da oposição – também foi tema de discussão entre os candidatos. Skaf, presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), defendeu o sistema de ensino do Sesi e Senai, que são ligados à instituição. O candidato também afirmou que pretende fazer uma “revolução” no sistema educacional.

- A escola não pode ser um deposito de crianças. As crianças não podem estar na escola sem aprender. E não teve evasão escolar [com o fim da progressão continuada no Sesi]. Educação é o futuro, é a forma de a pessoa evoluir na vida. Não é possível esse negocio de passar de ano sem aprender.

Mercadante aproveitou o assunto para soltar novas críticas ao governo tucano. O petista afirmou que os professores que trabalham para o Estado são mal remunerados.

- Precisamos pagar bem e estimular as carreiras dos professores. Se fizermos isso, vamos sanar esse problema [da educação].

Transporte
O nanico Paulo Bufalo, do PSOL, bem que tentou roubar a cena durante o encontro, como fez seu correligionário Plínio Arruda Sampaio (PSOL) no debate presidencial, mas seu principal momento foi uma critica pontual à demora na entrega de novas estações de metro.

- [Os tucanos] não fazem investimentos e, quando fazem, são superfaturados.

Ele disse que na eleição anterior, o PSDB prometeu que a Linha-4 (Amarela) do metrô chegaria ao bairro do Morumbi, o que não aconteceu.

- Nas eleições pode tudo. [...] No ritmo que está, só em 2070 vamos ter 200 quilômetros de metrô como se tem no México. Eles são mais lentos que um tatuzão.

Sem chance de réplica por conta das regras do encontro, Alckmin apelou a um direito de resposta para rebater as acusações, que foi negado pelos organizadores do debate.

Fonte: R7.com

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