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15/08/2010

REGIÃO DE RIBEIRÃO TEM 31 CIDADES SEM DELEGADOS

Estudo divulgado pela Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo) revela que 31 dos 93 municípios da área de abrangência do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária), com sede em Ribeirão Preto, não têm delegados titulares.

Se considerar apenas a região administrativa de Ribeirão, nove cidades estão sem um profissional fixo há quase uma década, como Brodowski, Dumont e Santa Cruz da Esperança. Apesar do desfalque, o Deinter informa que não há prejuízos para a população, já que delegados de outros municípios respondem pelo atendimento, mesmo que a distância.

Já a presidente da associação, Marilda Pansonato Pinheiro, diz que, sem os titulares, muitos crimes não são esclarecidos e bandidos permanecem impunes.

"É extramente complicado para um delegado responder por duas cidades ao mesmo tempo. A investigação fica comprometida. Se ele está em determinado local, às vezes precisa parar o serviço e atender ocorrência em outro município", diz.

Marilda afirma que a tendência é que mais cidades da região percam delegados, devido ao salário pago pelo Estado, de R$ 3,6 mil, bastante inferior ao piso de Roraima (RR), de R$ 9,3 mil. "Muitos titulares se aposentam. Já os novos profissionais não querem ocupar a vaga e preferem sair de São Paulo", diz.

Segundo o estudo da Adpesp, dos 180 delegados contratos no ano passado, 20 deixaram o cargo.

Inquéritos fora do prazo
Delegados ouvidos por A Cidade, que não quiseram se identificar porque temem represálias, afirmam que há dificuldades para concluir inquéritos dentro dos prazos estabelecidos.

"A gente enfrenta dificuldade operacional grande. A investigação fica prejudicada. Como não permanecemos na cidade, o acompanhamento dos casos ocorre a distância. Assim, não surge vínculo com a população, que nos ajudaria com denúncias", afirma um delegado de Ribeirão.

Em Terra Roxa, o prédio da delegacia até fica aberto, mas o atendimento é prestado por um carcereiro na ausência do delegado, que se desloca de Viradouro ao município ao menos duas vezes por semana.

Lá, a delegacia não conta com um escrevente ou um investigador, segundo apurou a reportagem.

SSP descarta prejuízo para a população
O delegado Valmir Eduardo Granucci, responsável pelo Deinter-3, diz que a população não é prejudicada pelo desfalque, mesmo que morem em cidade sem titular no comando.

Por meio de nota encaminhada pela Secretaria de Segurança Pública, ele afirma que delegados respondem por até dois municípios, mas todos com baixos índices de violência. "Todo delegado responsável por mais de uma cidade recebe gratificação por acúmulo de atividade, de acordo com o salário-base."

Segundo ele, o Deinter-3 solicita delegados à DGP (Delegacia Geral de Polícia) e que remanejamentos são feitos de acordo com análise técnica das necessidades de cada local.

Fonte: EPTV.com

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