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26/08/2010

FRANCA TEM ÍNDICE DO DESERTO DO SAARA

Umidade relativa do ar chegou a atingir 12% na cidade; não há previsão de chuva

A baixa umidade relativa do ar por conta da falta de chuva e do clima quente dos últimos dias colocou Franca em estado de emergência. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologista) chegou a registrar 12% de umidade, sendo que a temperatura atingiu os 34 graus.

O horário mais crítico registrado é das 14h às 17 horas. Segundo o Instituto Clima Tempo, nos próximos 15 dias o tempo deve continuar seco e a umidade ficará em torno dos 12% aos 20%.

Em entrevista, o superintendente regional da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Rui Engrácia Garcia, disse que se não chover nas próximas semanas haverá racionamento de água na cidade. O primeiro bairro a ficar com o abastecimento comprometido será a Vila Aparecida, e nas proximidades da Capelinha.

Segundo Rui, neste mês houve uma elevação de 8% no consumo de água na cidade. A Companhia esperava pela alta no consumo apenas em setembro, quando a situação se torna mais crítica.

O período de seca é muito grande e o percentual de chuva registrado em julho nos dias 12 (2,6 mm) e 5 (3,2mm) não trouxeram benefícios. Qualquer impacto na produção de água acaba sendo prejudicial para a comunidade.

O tempo seco e a baixa umidade do ar têm aumentado o número de pessoas nos ambulatórios de saúde, prontos-socorros e hospitais. Além de doenças de garganta, gripe e sinusite, o Corpo de Bombeiros registrou uma média de 12 a 15 focos de incêndios por dia em Franca e região.

As queimadas aumentaram até 80%. Os números comprovam o que a população da região percebe pela fumaça no céu, pela fuligem sobre os carros e nos quintais e, principalmente, na própria qualidade da saúde: o número de queimadas aumentou.

No tempo de estiagem do inverno, as queimadas são comuns, mas, este ano, o número de focos aumentou exageradamente em relação ao ano passado, em todas as unidades do Corpo de Bombeiros da região, ultrapassa os 50%.

Primeiro, porque no ano passado o inverno foi muito chuvoso e segundo, porque a falta de conscientização se aliou a um tempo extremamente seco que se estende por um longo período.

Este ano, o número de incêndios cresceu 84% e atingiu 776 até julho. O mês de agosto ainda não terminou e já foram contabilizadas mais 60 ocorrências, só na primeira quinzena. A média de atendimentos na cidade é de 2 a 2,5 incêndios por dia, desde junho.

A gravidade dos incêndios também cresce à medida que a umidade do ar vai baixando. Na primeira quinzena de julho, houve 75 incêndios que queimaram 21.240 m² de cobertura vegetal, entre mato e mata nativa.

Fonte: Diário da Franca

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