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03/09/2010
Pedágio entre Ituverava e Guará: tarifa é uma das mais caras do EstadoO pedágio de Ituverava/Guará é um dos mais caros do Estado de São Paulo, cujo valor é de R$ 9,35
De acordo com números da Artesp, a Vianorte – concessionária que administra o trecho da Rodovia Anhangüera entre Igarapava e Ribeirão Preto – repassou para Ituverava de janeiro de 2008 a julho de 2010, R$ 1.769.205,70, por conta do recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
A Agência também divulgou números de municípios da região (ver quadro), totalizando a quantia de R$ 17,2 milhões em repasse de ISSQN. Orlândia é um dos municípios que mais recebeu impostos do pedágio, pois neste mesmo período, arrecadou R$ 2.091.921,94.
Em levantamento mensal divulgado pela Artesp, Ituverava arrecadou, entre os meses de Janeiro e Junho de 2010, R$ 384.790,53. No ano passado, no mesmo período, foram R$ 331.302,05.
A arrecadação de ISS de pedágios pode ser importante para os municípios, mas certamente não é o caso de Ituverava, cuja praça instalada no Km 405, pode ser considerada uma barreira, pois isola o município das cidades de Guará e de São Joaquim da Barra, provocando prejuízos econômicos. Afinal, consumidores destas duas cidades, e quem sabe até de outras, deixam de visitar o comércio ituveravense devido o alto valor da tarifa.
É bom lembrar que o pedágio de Ituverava/Guará é um dos mais caros do Estado de São Paulo, cujo valor é R$ 9,35, contra R$ 7,70 praticada de Sales Oliveira/Ribeirão Preto. Ou seja, de Guará a Ituverava – cuja distância é 13 quilômetros –, o motorista desembolsa R$ 0,72 por quilômetro, enquanto, de Orlândia a Ribeirão Preto – 54 quilômetros entre as duas cidades – o valor é apenas R$ 0,14 por quilômetro rodado, como se observa é uma disparidade enorme. Outro exemplo do elevado custo dos pedágios, é uma viagem de Ituverava a Ribeirão Preto – cuja distância é de 200 quilômetros, ida e volta – o motorista gasta R$ 34,10, só de pedágio.
Benefício?
É a hora de repensar: se compararmos a arrecadação de Ituverava em três anos, que foi de R$ 1.769.205,70, praticamente a mesma de municípios como Aramina, que faturou R$ 1.763,621,10, e Guará, R$ 1.609.485,71, e São Joaquim da Barra R$ 1.771.879,23; pelo prejuízo causado ao comércio, e pelo valor da tarifa (uma das maiores do estado), a cidade é a grande prejudicada, motivo pelo qual é preciso trabalhar para transferir a praça de pedágio para a divisa de São Paulo e Minas Gerais. Dessa forma, as cidades não perderiam arrecadação e nossa população não se sentiria “ilhada”.
Veja a reportagem na integra no jornal escrito.