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06/09/2010
A fonoaudióloga ituveravense, Karina Jorge Corsino GouveiaFonoaudióloga ituveravense dá dicas de como se prevenir do mal que atinge 2,5% da população
A deficiência auditiva é um mal que cresce a cada dia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 4,5 milhões de pessoas (2,5% da população brasileira) apresentam algum grau de deficiência auditiva.
Entre os principais motivos da surdez estão os ruídos causados pela vida moderna (poluição sonora advinda dos meios de transporte, fábricas, fones de ouvidos, propagandas sonoras, boates, etc.), cujo impacto é cada vez maior na qualidade de vida das pessoas.
Entretanto, estes agravantes à saúde auditiva podem passar despercebidas durante muitos anos, até que os efeitos da exposição freqüente aos ruídos possam trazer graves conseqüências a nossa vida social, inclusive, a perda parcial ou total da audição.
Os cuidados com a saúde auditiva se iniciam na gestação. Uma boa assistência pré-natal reduz as chances de pré-maturidade e complicações durante o parto, fatores que levam à surdez neonatal. Este diagnóstico, por sua vez, deve ser feito nas primeiras semanas de vida do bebê, o que aumenta as chances de sucesso com o tratamento precoce.
Este problema também pede ser a principal causa de mau rendimento escolar na fase de alfabetização, que é a deficiência auditiva secundária a otite catarral. Muito comum, e associada ao aumento exagerado das amígdalas e adenóides, levam algumas escolas a recorrerem à avaliação otorrinolaringológica como pré-requisito para a matrícula.
Na terceira idade, o processo de envelhecimento das células auditivas é responsável pela forma mais comum de surdez: a presbiacusia. A deficiência auditiva do idoso, incompreendida e confundida com demência por amigos e familiares, leva estes pacientes à chacota, agravando o quadro com depressão e afastamento do convívio social.
A fonoaudióloga ituveravense, Karina Jorge Corsino Gouveia, ressalta a importância da boa audição. “É elemento fundamental da comunicação. Tem muita importância para o desenvolvimento social, pois é através dela que o ser humano adquire linguagem e se comunica”, explicou Karina, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Ela explica que a deficiência auditiva, também conhecida como surdez, consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir. “Sem a audição, o ser humano é privado de perceber os sons da vida, e isto pode afetar o desenvolvimento da habilidade para se comunicar, se socializar, e aprender”, ressaltou a fonoaudióloga.
Diagnóstico deve ser precoce
Karina recomenda que a deficiência auditiva seja reconhecida o mais precocemente possível. Para tanto, os pais ou responsáveis devem observar as reações auditivas da criança. “Nos primeiros meses, o bebê reage a sons como o de vozes ou de batidas de portas, piscando, assustando-se ou cessando seus movimentos. Por volta do quarto ou quinto mês, a criança já procura a fonte sonora, girando a cabeça ou virando seu corpo. Os pais devem estar atentos a estes sintomas”, explica.
A fonoaudióloga também ressalta que, na fase adulta, a perda da audição também traz, como conseqüência, dificuldades na comunicação. “Isso leva o indivíduo a se isolar, evitando interações sociais trazendo problemas de ordem emocional. Se você suspeita que tenha dificuldades para ouvir ou alguém da família, procure por um profissional da saúde auditiva, ele poderá lhe indicar qual caminho a seguir”, recomendou Karina.
Serviço
Fonoaudióloga: Karina Jorge Corsino Gouveia
Projeto Direito de Ouvir
Endereço: Rua Raul Cardoso, 503
Telefone: 3729-5124