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08/09/2010
Senador está internado no hospital Sírio-Libanês desde o dia 1º de setembro
Internado há sete dias no hospital Sírio-Libanês, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), que disputa a reeleição, é pressionado por aliados para desistir da candidatura.
Em São Paulo, o PTB, comandado pelo deputado Campos Machado, é aliado de Geraldo Alckmin na campanha ao governo do Estado.
Como a chapa do tucano já contava com dois candidatos ao Senado, Aloysio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), Tuma acabou preterido da aliança oficial, contando apenas com o apoio político do PSDB.
Com a renúncia de Quércia na última segunda-feira à campanha, por conta do diagnóstico de um câncer, houve uma consulta ao presidente do PTB quanto à disposição do partido em manter a candidatura de Tuma.
Após a saída do peemedebista, Aloysio tornou-se o único candidato oficial da chapa tucana, acumulando, inclusive, o tempo de propaganda eleitoral que era destinado a Quércia.
Campos Machado teria rechaçado a possibilidade de abdicar da candidatura.
Segundo nota publicada na coluna Painel de ontem, o presidente do PTB teria manifestado a intenção de manter a campanha de Tuma, mesmo que ele não pudesse comparecer em nenhum evento até o dia das eleições.
Tuma interrompeu a campanha oficialmente desde o último dia 1º de setembro. Antes disso, no entanto, já havia diminuído o ritmo da agenda e estava evitando viagens, por exemplo.
Segundo a versão oficial, chancelada por boletim médico, o senador foi hospitalizado para tratar de afonia e passar por uma bateria de exames já agendada.
O petebista sofre de diabetes e toma injeções de insulina para controlar a doença. Ele também tem histórico de problemas cardíacos e, por conta de dores na garganta, teria começado a ter problemas para se alimentar.
SUPLÊNCIA
Há outro impasse que ameaça a paz na chapa dos tucanos ao Senado. O PMDB de São Paulo pretende oficializar hoje a indicação de Airton Sandoval (PMDB) como suplente de Aloysio.
Com a saída de Quércia a direção do partido reivindicou a primeira suplência do candidato tucano, como forma de manter a aliança.
Acontece que uma corrente liderada por Michel Temer, presidente nacional do partido e candidato a vice-presidente da República na chapa de Dilma Rousseff (PT), estuda formas de impedir que a indicação de Sandoval para a suplência se consolide.
Há uma mobilização que envolve prefeitos e parlamentares estaduais ligados à Temer para que a direção do PMDB em São Paulo seja pressionada a colocar em votação a possibilidade de Quércia ser substituído por outro candidato do partido.
Com isso, querem não apenas tumultuar a candidatura tucana, como também evitar que o tempo de TV do ex-candidato da sigla ao Senado migre para Aloysio.
Com o tempo de Quércia, Aloysio terá 5min30s de propaganda, o que ampliará a exposição de Alckmin e José Serra (PSDB) no Estado.