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08/09/2010
Em busca de novos mercados no mundo, empresas calçadistas da cidade exportam 134% a mais para o país
As exportações das empresas calçadistas de Franca entre janeiro e julho deste ano cresceram 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para a Arábia Saudita, mercado pouco explorado ao longo de 2009.
Entre as nações que compraram mais de US$ 1 milhão em calçados francanos nos sete primeiros meses do ano, o país da região onde nasceu o conto de Ali Babá foi o que registrou maior crescimento percentual.
As vendas apenas para a Arábia Saudita saltaram dos US$ 962,5 mil em 2009 para US$ 2,25 milhões neste ano. Uma alta de 134%, segundo números do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca).
Outros mercados como Equador e Grécia também ajudaram a aumentar as exportações do setor com percentuais até maiores que os árabes, mas sobre valores comercializados bem inferiores.
A participação dos árabes nas exportações de Franca correspondeu a 4,28% do total de US$ 52,5 milhões comercializados no período com 59 países.
Eles praticamente empataram com a fatia da Espanha (4,78%) e só perderam para o Reino Unido (6,72%) e para os EUA, que respondem por 42,83% e são disparados historicamente como os maiores compradores da produção de calçados de Franca.
"O aumento das vendas para a Arábia Saudita e até para outros lugares menos explorados antes mostra que o setor está se movimentando em busca de novos mercados", afirmou o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto.
Um exemplo disso, segundo ele, é que representantes de seis empresas selecionadas pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), uma delas de Franca, foram à China no início do mês passado para "apresentar" o sapato brasileiro aos asiáticos.
Para Antonio Carlos Silveira, gerente de exportações da Albanese, empresa que representou a região na comitiva que viajou para a China, o aumento do comércio com a Arábia Saudita também tem a ver com a crise mundial registrada a partir do segundo semestre de 2008. "Alguns países sofreram menos com a crise, e esse é o caso da Arábia Saudita", afirmou.
Enquanto os árabes ajudaram a incrementar o setor calçadista brasileiro, a Argentina reduziu sua participação nas exportações. Os argentinos compraram em 2010 US$ 741,9 mil, ante os US$ 5,2 milhões de 2009, o que representa uma queda de 89,75%. "Nesse caso foram fixadas cotas de controle desse comércio para proteger a indústria Argentina", afirmou Silveira.
Fonte: Folha de S.Paulo