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CIDADE

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09/09/2010

APAE ATENDE 96 PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Alunos da Apae: importante trabalho que a entidade realiza

A entidade de Ituverava desenvolve vários projetos, não se limitando apenas a sala de aula

Com o objetivo de promover e articular ações de defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiência, a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais de Ituverava (Apae) funciona desde 1973.

A instituição atende hoje 96 alunos, portadores de necessidades especiais que participam de várias atividades, desenvolvendo-as de forma adequada para a inclusão social. “A entidade desenvolve vários projetos, não se limitando apenas a sala de aula. Oferecemos atividades culinárias; apoio pedagógico informatizado; oficina terapêutica pedagógica, onde os alunos desenvolvem trabalhos artísticos utilizando materiais reciclados; terapias desenvolvidas junto aos pais; atendimento a autistas; tratamento odontológico; psicologia; fonoaudiologia; fisioterapia e serviço social”, explica o venerável mestre da Loja Maçônica 16 de Julho, que é uma das mantenedoras da entidade, Geraldo Aparecido do Valle.

A estrutura da Apae atende todas as necessidades dos alunos. “A sede conta com 10 salas de aulas, salas para atendimento clínico, médico e de enfermagem, assistência social, secretaria, diretoria, apoio pedagógico informatizado, higienização, oficina, seis sanitários para uso de alunos, dois sanitários para funcionários, 2 almoxarifados, pátio coberto, cozinha, despensa, lavanderia, salão social e ampla área para jardinagem e horta”, observa.

A equipe da Apae é composta por 34 funcionários e 21 voluntários. “Além da nossa equipe contamos com o apoio de cinco mães, nove alunos do Colégio Nossa Senhora do Carmo e sete pessoas da comunidade, que contribuem voluntariamente com a entidade prestando serviços”, afirma Gerado do Valle.

Manutenção
Embora a entidade receba verbas, existe muita dificuldade para mantê-la. “Recebemos recursos do governo Municipal, Estadual, Federal e da Secretaria da Educação. Mesmo com esses recursos e o apoio dos sócios-contribuintes e da Loja Maçônica 16 de Julho, enfrentamos sérias dificuldades, pois a despesa da entidade é muito grande”, explica.

“Promovemos alguns eventos durante o ano, como forma de arrecadar fundos, quando também contamos com o incondicional apoio da sociedade ituveravense, que sempre atende o nosso apelo”, ressalta.

“É um trabalho assistencial muito importante e que depende fundamentalmente da solidariedade da população ituveravense, pois os alunos têm muitas necessidades especiais, e essa é uma causa a qual todos devem atentar”, destaca.

Opiniões
Pais de alunos falaram à Tribuna de Ituverava sobre a importância da entidade para suas vidas. “Coloquei a minha filha que é portadora de necessidades especiais em escolas regulares públicas e privadas, mas ela não se adaptou, pois não têm condições de receber pessoas com necessidades especiais. Quando a coloquei na Apae, fiquei muito feliz, pois o atendimento é feito por pessoas capacitadas e carinhosas, que tratam o aluno com total respeito, carinho e igualdade. Além disso, os alunos são muito unidos, o que gera um ambiente harmonioso, o que infelizmente não acontece em escolas regulares”, observa a professora, Miriam da Silva Santos.

A dona de casa, Maria Madalena Alexandre também elogiou o atendimento da Apae. “A equipe da entidade é muito séria e dedicada. Desenvolve um trabalho admirável e faz muito pela minha filha. Fico feliz que a Apae exista em nossa cidade e agradeço todo o carinho e atenção que minha filha recebe”, elogia.

Conheça a História da APAE de Ituverava
A Apae de Ituverava foi fundada em 1973, na administração do prefeito Orlando Seixas Rego, idealizada pela psicóloga, Maria Clélia Jabur. A primeira diretoria foi constituída por: presidente - João Modesto de Abreu Júnior (que trabalhava no Banco do Brasil); Waldemar Torraca (vice-presidente), Walquírio Urbano Corsino (secretário geral), Jurandir Pereira de Souza (1º secretário), Olga Kikuda (2º secretária), Pedro Cristino Barbosa (1º tesoureiro) e Edson Peraro (2º secretário).



Na década de 80 a entidade foi desativada, voltando a funcionar em 1991, quando o prefeito era Ecyr Alves Ferreira. Já foram presidentes da entidade João Modesto de Abreu Júnior, Antônio Cândido Naves, José Constantino da Silva (“Tino”), Adauto Barbosa de Matos, Sebastião Rodrigues de Carvalho Neto e José Carlos Costa Miranda Filho, que é o atual ocupante do cargo.

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