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17/09/2010

HEPATITE B AVANÇA NA ÚLTIMA DÉCADA

Em Ituverava, incidência da doença é baixa, segundo Secretaria Municipal

A hepatite B é uma doença infecciosa freqüentemente crônica, causada pelo vírus HBV. É transmitida sexualmente ou por agulhas com sangue infectado e pode progredir para cirrose hepática ou cancro do fígado (hepatocarcinoma). O vírus da hepatite D é um vírus que só ataca células já infectadas pelo HBV agravando o prognóstico dos doentes com hepatite B crônica.

Infelizmente, o Ministério da Saúde constatou, na última década, uma crescimento no número de casos confirmados da doença no Brasil. Em 1999, foram registrados 473 casos, contra 14.601 em 2009. O número do ano passado é 8% maior do que o de 2008.

Para Gerson Fernando Mendes Pereira, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a redução do uso do preservativo explica o aumento, já que o vírus é transmitido por via sexual ou sanguínea.

Também pode ter contribuído para o fenômeno a ampliação do diagnóstico. O número de testes para detectar a doença passou de 1,97 milhões em 2004 para 7,22 milhões em 2009. Já o número de casos de hepatite A cresceu de 1999 a 2005, e a partir daí caiu 53%. A queda recente é atribuída a uma melhoria nas condições de saneamento básico – o vírus é transmitido principalmente por água e alimentos contaminados.

Os casos de hepatite C também aumentaram de 1999 a 2007, mas apresentaram queda de 2% nos últimos dois anos. Ao todo, as hepatites virais já mataram pelo menos 20 mil pessoas no Brasil na última década. O Ministério da Saúde considera que o número real deve ser ainda maior, já que muitos casos da doença não chegam a ser diagnosticados.

Incidência da doença em Ituverava é muito baixa

“Em Ituverava, a incidência de hepatite B é mínima”, diz a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Ione Márcia Mendonça de Castro. Segundo ela, o município obedece rigorosamente à recomendação da Organização Mundial de Saúde, aplicando três doses em recém-nascidos: a primeira com 12 horas de vida, a segunda com um mês e a terceira com seis meses.

“A imunização é muito importante para que a criança se desenvolva de forma saudável. Por isso, os pais recebem a orientação no Centro de Saúde ou qualquer unidade do PSF para vacinarem corretamente seus filhos. Isso se aplica não só a hepatite, mas a todo o calendário”, concluiu Ione.

1 – O que é hepatite B
A hepatite B é uma doença contagiosa do fígado que varia de gravidade, de moderada durando algumas semanas, até grave para toda a vida. Essa doença é decorrente de infecção pelo vírus da hepatite B. Hepatite B pode ser aguda ou crônica. A Hepatite B aguda é uma doença de curta duração que ocorre dentro dos primeiros 6 meses depois da exposição ao vírus. A infecção aguda pode se transformar em crônica. A hepatite B crônica que uma doença de longa duração que ocorre quando o vírus permanece no organismo da pessoa.

– Transmissão da hepatite B
A hepatite B é transmitida quando sangue, sêmen ou outro fluido infectado com o vírus da doença entra no organismo de uma pessoa infectada. A transmissão da hepatite B pode ocorrer durante:

* O nascimento, passando da mãe infectada ao bebê.
* Relação sexual com um parceiro infectado.
* Compartilhamento de agulhas e seringas infectadas
* Compartilhamento de itens como aparelho de barba ou escova de dentes com uma pessoa infectada.

* Contato direto com sangue ou feridas abertas de uma pessoa infectada.
* Exposição a sangue proveniente de agulhas ou outros instrumentos perfurantes.

– Sintomas da hepatite B aguda

Ao contrário dos adultos, geralmente crianças pequenas não desenvolvem sintomas da hepatite B aguda. A maior probabilidade de desenvolver sintomas é quando a pessoa infectada tem mais de 5 anos de idade.

Em geral os sintomas aparem em 3 meses após a exposição. Entretanto, eles podem ocorrer a qualquer tempo entre 6 semanas e 6 meses depois da exposição. Os sintomas costumam durar algumas semanas, porém podem se entender até 6 meses. Em torno de 70% dos adultos desenvolve sintomas da infecção, que podem incluir:

* Febre
* Fadiga
* Náusea
* Vômito
* Dor abdominal
* Urina
escura
* Fezes de cor pálida
* Intestino solto
* Dor nas articulações
* Icterícia (pele e olhos amarelados)

Sintomas da hepatite B crônica

Algumas pessoas têm sintomas similares aos da hepatite B aguda, porém a maioria das pessoas com hepatite B crônica não apresentam sintomas até os 20 ou 30 anos de idade. Em torno de 15-25% das pessoas com hepatite B crônica desenvolvem sérios problemas no fígado, como cirrose ou câncer de fígado. Ainda que o fígado fique doente, algumas pessoas ainda assim não apresentarão sintomas.

Diagnóstico da hepatite B

Uma vez que muitas pessoas com hepatite B não apresentam sintomas, o médico faz o diagnóstico por um ou mais testes de sangue.

Tratamento da hepatite B aguda

Não existe medicamento para tratar a hepatite B aguda. Durante a infecção de curto prazo os médicos geralmente recomendam descanso, nutrição adequada e fluidos, embora muitas pessoas podem necessitar ser hospitalizadas.

Tratamento da hepatite B crônica

Pessoas com hepatite B crônica devem procurar um médico com experiência no tratamento dessa doença. Indivíduos com hepatite B crônica devem ser monitorados regularmente para sinais de doença no fígado e avaliados para possíveis tratamentos. Vários medicamentos têm sido aprovados para o tratamento da hepatite B crônica, porém nem todas as pessoas com essa doença precisam de medicação, a qual pode causar efeitos colaterais em alguns pacientes.

Quem teve hepatite B no passado pode desenvolver a doença novamente?
Não, pessoas que se recuperaram da hepatite B desenvolveram anticorpos que as protegem por toda a vida. Entretanto, quem alguma vez foi testado positivo para hepatite B não deve doar sangue, órgãos ou sêmen.

Prevenção da hepatite B
A melhor forma de prevenção da hepatite B é a vacinação. A vacina contra hepatite B é segura, eficiente e dada em 3 ou 4 doses. Todos os bebês devem ser vacinados, começando com a primeira dose ao nascimento. Pessoas que não foram vacinadas quando bebês também devem se vacinar para prevenção contra a hepatite B.

História da doença
O relato mais antigo de uma epidemia causada pelo vírus da Hepatite B foi feito por Lurman em 1885. Um surto de Varíola ocorreu no Bremen em 1883 e 1889 empregados das docas foram vacinados com linfa de outras pessoas. Após várias semanas, e até oito meses depois, 191 dos trabalhadores vacinados ficaram doentes com Icterícia e foram diagnosticados como sofrendo de hepatite do soro. Outros empregados que tinham sido inoculados com diferentes lotes de linfa permaneceram saudáveis.

O artigo de Lurma, agora apontadado como um exemplo clássico dum estudo epidemiológico, provou que a linfa contaminada foi a fonte do surto. Mais tarde, numerosos surtos semelhantes foram reportados após a introdução, em 1909, de agulhas hipodermicas que foram usadas, e mais importante reutilizadas, para administrar "Salvarsan" para o tratamento da sífilis.

O vírus não foi descoberto até 1965 quando Baruch Blumber, então trabalhador no "National Institutes of Health (NIH)", descobriu o Antigénio Australia (que mais tarde veio a ser conhecido como sendo o antigénio de superfície Hepatite B, ou HBsAg) no sangue de aborígenes australianos. Apesar de se suspeitar da existência do vírus desde que MacCallum publicou a sua pesquisa em 1947. Em 1970, D.S. Dane e outros descobriram a particula vírica através de um microscópio electrónico. No início de 1980, o genoma do vírus foi sequenciado, e as primeiras vacinas estavam a ser testadas.

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