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06/10/2010
Paralisação já atingiu 30% das agências bancárias com adesão do Santander e Itaú
Na segunda semana de greve dos bancários em Franca, a adesão de trabalhadores cresceu sistematicamente, subindo para 11 agências paradas de um total de 32 unidades. O percentual, segundo o Sindicato dos Bancários de Franca e região, atinge 30% das agências. Edson Roberto dos Santos, presidente do Sindicato, afirmou que os banqueiros ainda não melhoraram a proposta aos trabalhadores.
Segundo ele, com as adesões de trabalhadores da Capital, o movimento no interior tende-se a crescer ainda mais. Entre os trabalhadores que cruzaram os braços estão funcionários do Banco do Brasil (Orlando Dom Pieri), Itaú (as 5 agências), Caixa Econômica Federal (3 agências e 1 parcial), Santander (agência Centro). O trabalho só está sendo normal nas agências do Bradesco e HSBC.
Osório Carboni Filho, vice-presidente do Sindicato, afirmou que existe um trabalho para que o movimento grevista possa atingir mais agências. "É importante a conscientização dos bancários para este momento, já que eles são os mais prejudicados. Estão trabalhando em alto nível de estresse, salários baixos, além de questões de assédio trabalhista", explicou.
Para ele, a crítica contra o sistema financeiro é enorme, já que a cada ano o ser humano está sendo substituído por máquinas. Mesmo assim, o que ficam são acondicionados a trabalhar com uma carga maior de responsabilidade.
Na próxima semana, os diretores do Sindicato estarão paralisando as atividades na região, justamente para aumentar ainda mais o movimento grevista.
A mobilização deverá, sem dúvida, atrapalhar o pagamento de muitas empresas do município. Com as agências paradas, a troca do cheque por dinheiro será difícil, bem como o saque no balcão.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Atividades Financeiras (Contraf) encaminhou carta ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Fábio Colletti Barbosa, protestando contra medida tomada pelos bancos de alterar o horário de trabalho dos funcionários durante a madrugada.
A medida foi entendida pela categoria como uma forma de enfraquecer o movimento. Segundo a Contraf, a alegação dos bancos para a mudança foi a "necessidade de garantir a produtividade e a realização dos serviços".
Na correspondência à Fenaban, a entidade sindical alega que a medida configura "prática assediante e ilegal que atenta contra a organização sindical e a livre associação de seus empregados, prejudicando a saúde do trabalhador, que se vê obrigado a sair de casa em horário incompatível com sua jornada habitual, já que não lhe é dado o direito de opção, haja vista a constante ameaça de demissão".
Segundo a Contraf, as assembleias dos sindicatos, realizadas em âmbito nacional no dia 28 de setembro, rejeitaram a proposta de reajuste de 4,29% apresentada pela comissão de negociação dos bancos, e apoiaram a deflagração da greve no dia seguinte. A entidade de classe reclama que os bancos vêm sendo orientados a adotar "outra prática antissindical, com a interposição de interditos proibitórios nas agências, cujo único escopo é tolher a greve, instituto garantido por lei, enfraquecendo o movimento por meio de liminares e o pedido de arbitramento de multas altíssimas" aos sindicatos. Na carta à Fenaban, a Contraf reafirmou a disposição de negociar com os banqueiros a pauta de reivindicações, entre as quais o reajuste de salários em 11% a partir de setembro, mês da data base da categoria.
Fonte: Diário da Franca