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19/10/2010
As 721 famílias da favela do Jardim Aeroporto, de Ribeirão Preto, cadastradas no projeto Moradia Legal preparam-se para mudar para casas de alvenaria que são construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) no Jardim Paiva. As primeiras residências devem estar prontas em novembro.
As famílias estão alojadas na área de curva de ruído do aeroporto Leite Lopes e ganharam uma casa graças ao projeto idealizado pelo juiz João Gandini. A transferência dos moradores será feita por etapas, em grupos de 38 famílias. As primeiras a se mudar são as que estão estabelecidas nas ruas Adamantina e Itápolis.
Cada família vai pagar ate R$ 90 por mês pela casa e parte do custo será subsidiado pelo governo federal.
Mas as famílias que chegaram ao local depois de 2007, quando foi feito o cadastramento dos moradores para a destinação das moradias, não serão contempladas. Alguns moradores compraram barracos já existentes com a promessa de conseguir a casa.
“O antigo dono disse para eu não me preocupar que ele passaria a casa para o meu nome”, conta a diarista Maria do Livramento Costa.
Segundo o juiz João Gandini, ficou claro no momento do cadastramento, que apenas aquelas famílias teriam direito à casa. “As pessoas que chegaram depois não têm direito neste momento. Entrarão no projeto, mas em uma fase seguinte, essa fase é para atender as famílias cadastradas em 2007”, afirmou.
Moradia Legal
O projeto Moradia Legal, idealizado pelo juiz João Gandini, trata da erradicação e reurbanização de núcleos de favelas em Ribeirão Preto. O trabalho começou com o mapeamento de moradias irregulares e depois com a identificação das dificuldades de cada moradia. Em menos de dois anos, foram feitos projetos para remoção de famílias e a reurbanização de várias favelas.
O programa, criado em 2005, já conseguiu ajudar 1,5 mil famílias, um terço do total de famílias que o programa pretende atender. A iniciativa recebeu o prêmio Innovare do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em Ribeirão Preto existem 34 favelas, que abrigam cerca de 21 mil pessoas.
Fonte: EPTV.com