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29/10/2010
Outubro já é o mês mais violento do ano em Ribeirão Preto, com nove assassinatos registrados até o domingo: foram seis assassinatos, dois latrocínios (roubos seguidos de morte) e uma morte suspeita, referente à idosa encontrada sem vida em sua casa na semana passada. Em todo o ano, foram 35 homicídios, com 27 já solucionados.
O número de suspeitas poderá subir com o andamento das investigações acerca da morte do serralheiro Luciano Rampim, 32 anos, cujo corpo foi encontrado na noite de anteontem no Rio Pardo. Ele, que era foragido da Penitenciária de Marília, estava com a orelha decepada e sem documentos.
O mês teve três assassinatos de traficantes de droga, o que atenua a violência de outubro: no dia 3, Washington Fabiano Ferraz de Castro, 27 anos, foi executado com sete tiros na frente de um bar, na Vila Tibério, por dois homens que estavam em uma bicicleta.
Três dias depois, a Polícia Militar encontrou Rodrigo Rady Vechietti, 39, e sua mulher, Cíntia Alves da Silva, 30, mortos com três tiros cada um dentro da casa onde moravam, no bairro Avelino Palma. Não havia sinal de arrombamento no portão e nada foi levado do casal. Vechietti já tinha passagem por tráfico.
No dia 9, a PM encontrou o corpo do empresário Edilson Trombetta, 42, dentro de sua camionete Hillux, na estrada vicinal de Ribeirão a Cruz das Posses. Ele era procurado pela Justiça desde maio por tráfico e tinha ligação com a facção criminosa PCC. Uma das peças-chave para o esclarecimento da morte de Trombetta é o comerciante André Reginaldo Delospital, que esteve com ele um dia antes de seu assassinato. O comerciante, que também é procurado pela Justiça e possui ligação com o PCC, está desaparecido desde a morte do empresário.
“(Embora) o homicídio seja um crime de difícil previsibilidade, há casos em que a prevenção é possível. Este trabalho é feito dando ênfase à apreensão de armas, com o aumento de buscas pessoais, em veículos e residências”, disse o setor de comunicação social da Delegacia Seccional de Ribeirão.
Operação fecha 11 lojas de peças
Onze estabelecimentos de venda de peças de veículos foram lacrados pela Polícia Civil durante operação realizada na manhã de ontem, em Ribeirão Preto, batizada de Olhos de Lince. De acordo com o delegado Carlos Henrique Araújo Garcia, do Setor de Combate a Furto e Roubo de Veículos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), as lacrações ocorreram por falta de alvará da 15ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).
De acordo com Garcia, os proprietários de todos estabelecimentos foram notificados da necessidade de regularização em junho. “Esse tipo de operação tem o objetivo de combater o furto e o roubo de veículos na cidade.” Segundo ele, uma média de 150 veículos por mês são levados por criminosos na cidade, que possui cerca de 80 comércios voltados à venda das peças automotivas. “Tenho certeza que aqueles que estão irregulares irão procurar a Ciretran para se regularizar”, disse.
Fonte: Gazeta de Ribeirão