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08/12/2010
Uma oportunidade única para Ribeirão Preto. A manutenção de Wagner Rossi (PMDB) como ministro da Agricultura, agora no governo Dilma Rousseff (PT), e o retorno de Antônio Palocci (PT) ao cenário nacional, no cargo de ministro da Casa Civil, devolvem à cidade sua importância política, que só esteve tão fortalecida na chamada política café-com-leite, do início do século passado. Esta é a visão do cientista e consultor político Luiz Rufino, formado pela Unesp e que há sete anos atua na região.
“Política é feita de circunstâncias. Mas, como já citava Maquiavel, é necessária a virtude para agarrar estas oportunidades. A aproximação política terá que partir muito mais do legislativo e do executivo de Ribeirão, do que propriamente destes políticos em Brasília. O cenário é amplamente favorável”, analisa.
A permanência de Rossi como ministro da Agricultura é vista com bons olhos pelo cientista político. O político já foi deputado federal em três oportunidades e está no governo Lula há oito meses. O anúnico de sua permanência ocorreu nesta terça-feira (7). Rufino, contudo, não crê em modificação do cenário regional.
“A agricultura é um setor bem solidificado em Ribeirão e região. Acredito que não haverá mudanças significativas, mas uma manutenção do que já vinha sendo feito. De qualquer forma, fortalece a cidade no cenário nacional. Politicamente, é representativo saber que as decisões partem daqui”.
É o nome de Palocci, contudo, que pode refletir positivamente para o futuro da cidade. Prefeito de Ribeirão Preto em três oportunidades e novo homem-forte da presidente Dilma, Palocci é, sem dúvida, o elo mais forte entre a cidade e o governo federal. Um estreitamento político, sem se levar em consideração os partidos envolvidos, deverá ocorrer, na ótica de Rufino.
“O Palocci será o personagem central. Todos os políticos da região sabem disso. Ele irá ocupar um cargo importantíssimo, tem forte ligação com a cidade e sabe lidar tanto com a posição como com a oposição. Por isso, não vejo, pelo menos num cenário inicial, um embate, mas sim um estreitamento dos políticos regionais com ele. Em política, não há problema em compor com seu adversário”.
Entre as questões atuais mais importantes para a cidade, que poderão ter influência direta do ministro, está a liberação de verbas do PAC 2 (sobretudo para a conclusão de obras antienchentes) e o futuro do aeroporto Leite Lopes.
“Por conta do sistema tributário atual, os impostos pagos só retornam pelo Fundo de Participação dos Municípios. Não é suficiente. Por isso, todas as obras de grande impacto dependem do governo federal. E não haverá meio melhor de solicitar isto do que o Palocci”, diz Rufino.
Fonte: EPTV.com