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10/12/2010

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Dores no corpo e até depressão podem ser amenizadas com alimentação saudável

Males podem ser evitados com uma boa alimentação

“Você é aquilo que você come”. A frase pode parecer lugar comum, mas a verdade é que os hábitos alimentares são grandes responsáveis por uma boa saúde. Hoje, já está comprovado que a alimentação tem uma relação muito próxima com doenças sérias como depressão, constipação e dor crônica.

Uma alimentação saudável é aquela em que existe uma grande variedade de verduras, legumes, grãos integrais, alimentos oleaginosos, peixes e carnes magras. “É necessário fazer disso um hábito, um estilo de vida. Comer alimentos menos saudáveis uma vez ou outra é perfeitamente permitido. Mas essas vontades acabam diminuindo quando retiramos esses alimentos do nosso dia a dia”, explica a nutricionista do Centro Multidisciplinar da Dor, nutricionista Mariana Fróes.

Outra questão apontada pela nutricionista é o peso. Uma pessoa ser magra não significa necessariamente que ela é saudável. “Indivíduos que não se alimentam de forma adequada – gordos ou magros – podem estar com deficiências graves de certas vitaminas e minerais no organismo. Essas pessoas podem apresentar alguns sintomas também, como dor de cabeça, irritabilidade, depressão, cãibras, entre outros”.

Ainda de acordo com Mariana, a má alimentação pode causar doenças mais graves do que anemia e obesidade. “A deficiência do magnésio no organismo pode trazer sintomas como irritabilidade, insônia, perda de memória, câimbra, tontura, zumbido no ouvido, dificuldade de evacuação, dentre outros sintomas. E olha que é somente um mineral!”, alerta.

Alimentação x depressão

Entre as doenças que podem ser agravadas com uma má alimentação está a depressão. A serotonina é um dos vários neurotransmissores que influenciam no humor, no sono e na dor. Por isso, tem um papel fundamental na depressão. “O precursor dessa substância é o triptofano, encontrado em diversos alimentos, mas para que haja de forma correta são necessárias outras vitaminas e minerais, especialmente B6, B9, B12, magnésio, ácido fólico e vitamina C”, afirma a nutricionista.

Outro aspecto fundamental é aumentar a atividade dos receptores para serotonina nos neurônios. Grãos integrais, levedo de cerveja, cogumelo, aspargo, ameixa e nozes, possuem uma substância chamada cromo, que pode ajudar nisso. Estudos recentes também têm mostrado que a suplementação com óleo de peixe poderia melhorar sintomas da depressão, as desordens psíquicas e até mesmo a dor, além disso, funcionam como ótimos antiinflamatórios.

Alimentação x dor

Há vários fatores que podem influenciar na dor como uma alimentação rica em alimentos pró-inflamatórios. Um ótimo exemplo disso seria uma dieta pobre em vitamina D, zinco, selênio, desequilíbrio de ácidos graxos e um hiper-consumo de açúcares simples e gorduras saturadas como, por exemplo, sorvetes e fast-foods. “Esse estilo de vida piora os sintomas da dor e da depressão, assim como o sistema imunológico, ficando mais suscetível às doenças”, esclarece Mariana.

Ainda segundo a nutricionista, um mineral que poderia aliviar os sintomas da dor é o magnésio, presente em alimentos integrais e folhosos verdes escuros, ele funciona como um ótimo relaxante muscular.

Alimentação x constipação

Outro fator importante é a saúde intestinal. Fundamental para o equilíbrio do organismo, pois é onde ocorre a absorção das vitaminas e minerais do nosso corpo. Se o intestino não funcionar direito, uma inflamação sistêmica pode piorar os sintomas da dor e constipação. “Uma dieta rica em fibras é fundamental para o bom funcionamento intestinal, assim não há riscos para a saúde do sistema digestivo e, conseqüentemente, para a saúde como um todo”.

O organismo humano precisa ser bem alimentado para que funcione de maneira equilibrada. “A maioria das doenças poderiam ser evitadas se prestássemos mais atenção naquilo que colocamos para dentro do nosso corpo. Se alimentar de forma inadequada desencadeia uma série de reações ruins que nos levam ao sofrimento e a muitas doenças”, afirma Mariana.
A nutricionista recomenda, assim, a ingestão de água e fibras, que, na maioria das vezes, são o suficiente para sanar estes problemas. “Para os pacientes que sofrem de depressão, algumas vezes, há a suplementação com óleo de peixe e aos que sofrem de dor, o aumento na ingestão de alimentos ricos em triptofano e também aumento ou suplementação de magnésio, que pode agir na pressão arterial. Nos três casos também é importante evitar os alimentos pró-inflamatórios, os fast foods, que são ricos em açúcares e em todos os casos podem atuar de forma negativa”, finaliza.

Enquete

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar ao ituveravense se ele se alimenta bem. “Tenho uma alimentação bem saudável, pois como muitas frutas. Além disso, também como arroz, feijão, verduras e tomo muito leite. Às vezes, como salgados, mas já descobri que isso faz mal para meu organismo”, disse o serralheiro aposentado Wilson Bueno da Silva.

Já entre os mais novos, o hábito de comer bem não é tão difundido. “Minha alimentação não é adequada, pois o pão integral é o único alimento saudável que tenho o hábito de comer. Como muitos doces e frituras”, ressaltou o estudante Hamilton Tomaz de Oliveira Martins, 17 anos.

Veja, na íntegra as respostas:

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