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16/12/2010
O sindicalista Wellington Wagner Espagnol, 45, foi morto dentro de sua sala no Sindicato das Montagens, Manutenção e Serviços Terceirizados de Sertãozinho, por volta das 12h de ontem.
Espagnol, que era responsável pela tesouraria do sindicato, levou dois tiros de calibre 38 na cabeça e morreu no local. Além disso, ele também era funcionário do Sindicato dos Metalúrgicos.
Segundo o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sertãozinho Targino Osório, um vizinho e um pedreiro que trabalha na frente do sindicato ouviram os disparos e chamaram a polícia. A Polícia Militar chegou a procurar os autores do crime nas imediações do sindicato, mas não encontrou nem o carro usado no crime.
As testemunhas disseram ao delegado que viram um homem correr até um Astra prata que estava esperando na esquina da José Bonini, rua do sindicato. O carro saiu em alta velocidade.
"Testemunhas anotaram o número das placas do veículo. Já identificamos o proprietário, que está sendo procurado", disse Targino.
Como nada foi roubado do escritório, a polícia investiga três hipóteses para o assassinato: briga sindical, acerto de contas e envolvimento com drogas.
O presidente do sindicato, Sebastião Vater Rodrigues, 51, afirmou que Espagnol nunca comentou ter recebido ameaças nem relatou problemas com drogas. "E estamos desde 2007 lutando pelo nosso sindicato."
Ao delegado a mulher de Espagnol -cujo nome não foi revelado- também disse que o marido nunca comentou ter recebido ameaças.
Segundo Rodrigues, o sindicato já possui registro no Ministério do Trabalho, porém outros sete sindicatos entraram na Justiça para tentar impedir sua instalação.
Fonte: Folha de S.Paulo