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23/12/2010
Viciados em crack reunidos no local da antiga estação rodoviária, em São Paulo: 98% dos municípios enfrentam problemas relacionados ao crack.Dependência da droga é tratada como epidemia entre as autoridades de saúde
O consumo de crack já se alastrou pelo país, atingindo sem distinção grandes centros urbanos e zonas rurais, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Levantamento feito com 3.950 cidades mostra que 98% dos municípios (3.871) enfrentam problemas relacionados ao crack.
“Estamos falando de uma geografia do crack”, disse o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. “O problema alcançou uma dimensão nacional. Não está mais nas grandes cidades, mas nas áreas rurais”, completou.
Conforme o estudo, até agora, apenas 3,39% das cidades brasileiras firmaram convênio com o governo federal para conseguir recursos do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em maio. Em São Paulo, foram ainda menos: 2,5%.
A CNM alega que o plano limitou o acesso dos municípios às ações ao estabelecer como requisito para os beneficiários uma população acima de 20 mil habitantes.
Dificuldade
O estudo conclui que uma das grandes dificuldades apresentadas é o financiamento das ações, que tem persistido em forma de subfinanciamentos em todos os programas ou políticas de governo.
Apenas 24,6% recebem auxílio financeiro do governo federal, 13,8% do estadual e 3,6% de outras instituições. A maior parte dos municípios que já está com o plano contra o crack em execução utiliza recursos próprios para enfrentar o problema, totalizando 62,4%.