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11/01/2011

ENGENHEIRO AMBIENTAL ANALISA DRENAGEM DA AV. DR. SOARES

Avenida Dr. Soares de Oliveira, em dia de alagamento, causado pelo deficiência do sistema de drenagem a águas pluviais

À pedido da Tribuna, o engenheiro ambiental Alessandro Souza da Silva, avalia o sistema e aponta soluções para problemas encontrados da cidade

Um dia de chuva pode ser um verdadeiro caos para comerciantes, motoristas e pedestres que estiverem na Avenida Dr. Soares de Oliveira. O problema está no mau dimensionamento e colocação das bocas-de-lobo distribuídas pela Avenida que, com o entupimento, alaga o leito trafegável da via, causando transtorno e aborrecimento e expondo a população a problemas de saúde.

A questão é antiga e já se arrasta por várias décadas. Para se ter uma idéia, o trecho da Avenida entre os cruzamentos do Posto Chão Preto e o açougue Boi na Brasa só não está pior porque o médico Ecyr Alves Ferreira, que foi prefeito de 19189 a 2020, realizou um importante trabalho para amenizar o problema.

À pedido da Tribuna de Ituverava, o engenheiro ambiental Alessandro Souza da Silva realizou análise detalhada sobre o sistema de drenagem da Avenida, que além de centralizar a economia do município – reunindo empresas dos mais variados segmentos –, é um dos cartões-postais da cidade. Silva também apontou outros pontos onde a drenagem também é deficiente.
“Drenagem é o termo empregado para instalações destinadas a escoar o excesso de água, seja em rodovias, zona rural ou na malha urbana.

Entretanto, a drenagem urbana não se restringe apenas aos aspectos técnicos impostos pela engenharia: ela compreende o conjunto de todas as medidas a serem tomadas, para que sejam atenuados dos riscos e dos prejuízos decorrentes de inundações, aos quais, à sociedade ituveravense está sujeita”, explicou o engenheiro.

Segundo Silva, os sistemas podem ser divididos em ‘micro’ e ‘macrodrenagem’. A microdrenagem é um conjunto de obras com o objetivo de esgotar as vazões oriundas das chuvas mais freqüentes. Possuem um papel importante no controle dos processos erosivos e enchentes, pois impede o escoamento direto sobre o solo.

“As águas que escoam superficialmente pelas ruas ou superfície do terreno são captadas por caneletas chamadas sarjetas, que possuem dimensões e inclinações padronizadas, variando de acordo com a inclinação da rua e o volume da água escoada. As sarjetas conduzem a água até as bocas-de-lobo e a água captada é conduzida à tubulação que leva a galerias pluviais ou a canais abertos”, disse Silva.

Macrodrenagem

A macrodrenagem se destina à condução final das águas captadas pela drenagem primária, dando prosseguimento ao escoamento dos deflúvios oriundos das ruas, sarjetas, vales e galerias. A macrodrenagem de uma zona urbana corresponde à rede de drenagem natural pré-existente nos terrenos antes da formação de cada município, ou seja, os córregos, riachos e rios. Quando não a um sistema de microdrenagem eficiente (boca-de-lobo, tubulações, emissários) distribuído corretamente pelas vias de circulação pública. Há uma sobrecarregada de enxurradas pelas ruas, avenidas, sarjetas o que acaba ocasionando inundações freqüentes nas Avenidas Dr. Soares de Oliveira e Orestes Quércia.

“Para isso, sugiro a implantação de um sistema de captação de águas pluvial mais eficiente. Medidas simples podem melhorar o sistema atual, como o remanejamento da posição das bocas-de-lobo existentes. Deve-se implantar um sistema de drenagem onde não tem, levando em consideração fatores como a topografia da cidade; um detalhe que deve ser sempre levado em consideração em sua extensão da rede coletora (manilha, tubulação) é o aumento de seu diâmetro, em toda sua extensão, para comportar os demais volumes somados à rede principal, evitando assim a saturação da rede coletora”, observou o engenheiro ambiental.

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