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18/01/2011

STEVE JOBS TIRA NOVA LICENÇA E CRIA DÚVIDA SOBRE A APPLE

Pela terceira vez em oito anos, Steve Jobs, 55, o fundador e presidente-executivo da Apple, pediu licença médica para cuidar da sua saúde, colocando em suspenso os rumos daquela que é hoje a segunda maior empresa global em valor de mercado.

Em e-mail enviado aos funcionários da Apple, Jobs afirmou que a companhia lhe concedeu licença médica para que ele possa "focar a saúde", sem dar detalhes de qual é o seu problema.

O executivo fez o mesmo em 2004, quando descobriu que tinha câncer no pâncreas, e no primeiro semestre de 2009, quando passou por um transplante de fígado.

Jobs afirmou no e-mail que continuará como presidente-executivo e envolvido nas "principais decisões estratégicas" da empresa.

O comando da companhia no dia a dia fica com Tim Cook, diretor de operações, repetindo o que ocorreu nas duas outras ausências.

AÇÕES
Com o anúncio, os papéis da Apple recuaram 6,2% na Bolsa de Frankfurt.

Nos Estados Unidos, o impacto do afastamento de Jobs nos papéis da empresa será conhecido hoje, já que os mercados americanos estavam fechados ontem devido a feriado.

Em 2009, quando Jobs se ausentou pela última vez, as ações da companhia recuaram no dia do anúncio, mas se valorizaram em 66% nos quase seis meses em que ficou fora, sustentados pelos novos modelos de iPod e iPhone.

INCERTEZA
Mais do que com os resultados de curto prazo, a grande preocupação é com o rumo da Apple caso a ausência de Jobs seja prolongada.

A imagem da Apple está amplamente associada à de Jobs, que foi o responsável pela retomada da empresa desde o seu retorno, em 1996 (após 12 anos fora), com a introdução de produtos como iMac, iPod, iPhone e, mais recentemente, iPad.

Desde a sua volta, a Apple passou de uma empresa que vinha perdendo para a Microsoft cada vez mais espaço para a segunda maior do mundo em valor de mercado, só atrás da petroleira ExxonMobil, apesar de ter um faturamento muito inferior.

Jobs é conhecido por estar diretamente envolvido nos projetos da companhia, com atenção aos mínimos detalhes, e buscando prever quais serão as necessidades dos consumidores.

Por isso, as dúvidas sobre o que pode ocorrer com a empresa caso Jobs não consiga retomar suas funções. Ainda que os próximos projetos estejam encaminhados, é difícil imaginar que algum outro executivo consiga ter as mesmas ligações que ele tem com a Apple.

E a empresa enfrenta o desafio de uma concorrência cada vez mais acirrada, com Google e Samsung, entre outros, elevando suas apostas em smartphones e tablets.

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