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18/01/2011
Com histórias de vida parecidas, a carioca Ariadna, o baiano Lucival e a paulista Janaína formam o primeiro paredão do "Big Brother Brasil 11". A cabeleireira transexual de Realengo, que tem problemas de aceitação pela família por sua opção de vida, saiu de casa aos 14 anos e teve que ralar para se sustentar. O jornalista de Salvador foi criado num bairro humilde, começou a trabalhar ainda adolescente numa rede de fast-food e batalhou para conseguir seu próprio negócio. Já a dançarina de Ribeirão Preto se mudou para a capital de São Paulo em busca de emprego e se encontrou no mundo do samba. Hoje, mais uma coisa em comum: os três lutam para não ganhar o título de primeiro eliminado da edição.
— Acho que Janaína fica. Ela só tem que acordar para o jogo, ainda não está ligada no que está pegando lá dentro. Tem que ficar atenta aos detalhes — analisa a melhor amiga da paulista, Priscila Reis, passista da X9.
A mãe de Lucival, a faxineira Isabel Cristina Nascimento, já teve uma crise de hipertensão tamanho o nervosismo com a situação do filho.
— Lucival merece estar lá. Com muito esforço, ele ajudou a construir nossa casa e há três anos perdemos tudo numa enchente. Caso ele ganhe, me prometeu dar um novo lar — lembra Isabel, que soube que seu filho era homossexual após uma conversa franca: — Sempre desconfiei, mas quando ele estava na faculdade, com uns 20 anos, ele se abriu comigo. Torço pela felicidade dele.
Roupas de menina
Criada na comunidade Para-Pedro, em Irajá, Ariadna mostrou que não tem medo de se expor ao entrar no "BBB", apenas dois anos depois de sua cirurgia de mudança de sexo.
— Desde criança, Ariadna se vestia como menina, com roupas coladas e blusa curta. Ela tinha o cabelo grande, com cachinhos. Na escola, estranhavam quando ela atendia à chamada como Thiago — conta Paty Bionda, amiga da cabeleireira: — Ela tem tudo para ganhar o programa.
Agora, resta saber quem se livra da primeira berlinda.