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21/01/2011
Passageiro embarca em ônibus no Centro de Ribeirão PretoCom aumento no movimento em 2010, Riberão Preto é a segunda de seu porte com proporção mais baixa de ônibus
O transporte público de Ribeirão Preto recebeu no ano passado 150 mil passageiros a mais que em 2009. O fluxo de pessoas nos ônibus urbanos saltou de 56,7 milhões em 2009 para 56,8 milhões passageiros em 2010 —o número leva em conta usuários pagantes e isentos, como idosos e deficientes físicos.
O crescimento de passageiros representa 1,3%, mas é o bastante para manter Ribeirão em segundo lugar no ranking de cidades de porte médio com a menor frota de ônibus por habitante. A cidade possui 308 ônibus de transporte urbano, uma média de um veículo para cada 1,82 mil habitantes, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
No ranking nacional composto por 42 municípios, Ribeirão aparece com a oitava menor frota de ônibus urbano. Para a economista Rosalinda Pimentel o aumento do fluxo de passageiros está ligado a questões econômicas. “Com mais dinheiro as pessoas saem mais dos bairros e vão ao Centro gastar.” O especialista em trânsito Marcelo Ademar disse que a consquência do aumento do fluxo de passageiros é a superlotação dos ônibus em horários de pico. “A quantidade de veículos que circula na cidade não acompanha o crescimento do número de usuários, e a qualidade do transporte público cai”, disse.
O mestre em engenharia de transporte Creso de Franco Peixoto explicou que o ideal em transporte coletivo é haver no máximo seis passageiros por metro quadrado nos ônibus, mas que em Ribeirão uma média de dez passageiros disputam o espaço. “É necessário tornar o transporte mais atrativo.” A estudante Francielle Plaça, 18 anos, disse que os ônibus estão cada vez mais lotados. Ela pega todos dos dias o do Centro para o Hospital das Clínicas. “Quando chega 18h fica impossível se sentar no ônibus.”
O diretor de transportes da Transerp, José Paulo de Araújo, defendeu que o aumento no fluxo de passageiros não compromete a atual rede de transporte público de Ribeirão. “É um percentual baixo diante de toda demanda existente. Não há necessidade de ampliar a frota.”