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24/01/2011
A Defesa Civil de Ribeirão Preto aponta que mais de mil pessoas habitam áreas consideradas de risco no município. Na favela do Brejo, na zona Norte, concentram-se 80% desses moradores e o restante está espalhado pelo entorno da rua Álvaro de Lima, na Vila Virgínia, na zona Sul.
Próximas ao córrego Tanquinho e a um trecho do ribeirão Preto, as duas áreas sofrem com alagamentos frequentes durante os meses de verão.
"Não temos problemas de desabamento de encostas em Ribeirão e região, mas transbordamentos de rios e enchentes", diz a superintendente interina da Guarda Civil Municipal, Lidiana Standoro.
Morador da rua Álvaro de Lima, o técnico em eletrônica Marco Rogério Dias, de 38 anos, conhece bem o drama das cheias.
"Já perdi tudo mais de dez vezes por causa da chuva. As pessoas perguntam por que eu não me mudo da Álvaro de Lima, mas mudar para onde? Se a prefeitura me desse uma casa na Cohab, eu iria", reclama.
Dias diz não sentir reflexo positivo das obras antienchente no trecho do ribeirão Preto que corta a avenida Jerônimo Gonçalves. "O rio subiu e entrou um palmo de água em casa já neste ano", diz.
Evolução das cheias
A proximidade com os rios não é o único fator de risco, segundo a Defesa Civil. "De acordo com a intensidade das chuvas, ruas distantes de rios também enchem e precisam ser monitorados", afirma Lidiana.
A Via Norte passou a merecer mais atenção depois das obras antienchentes. Segundo especialistas em macrodrenagem ouvidos por A Cidade, o alargamento da calha do ribeirão Preto na Baixada aumentou a velocidade do escoamento da água e sobrecarregou a capacidade de vazão do rio no trecho da Via Norte.
"Canalização é uma transferência de enchente de um lugar para outro. Antes, o fluxo ficava estrangulado na Jerônimo Gonçalves e a água transbordava ali", afirma o diretor regional do DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), Carlos Alencastre.
Fonte: EPTV.com