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24/01/2011

PORTUGAL REELEGE CAVACO SILVA EM ELEIÇÕES COM 53% DE ABSTENÇÃO

Em Portugal, domingo (23) foi dia de eleição para presidente. O desânimo e o desencanto com a política se refletiram nas urnas. A abstenção, os votos em branco e os votos nulos bateram todos os recordes.

Aníbal Cavaco Silva, do Partido Social Democrata, foi reeleito com 52,9% dos votos. Em segundo lugar ficou o poeta Manuel Alegre, do Partido Socialista, com 19,7%. Na noite de domingo (23), no discurso da vitória, Cavaco falou sobre o principal tema da campanha: a crise econômica que atinge Portugal.

Cavaco Silva é economista, tem 71 anos e agora tem mais um mandato de cinco anos. Por mais que ele queira, não pode tirar o país da crise sozinho. No sistema português, quem governa de fato e comanda a economia é o primeiro-ministro.

O cargo é ocupado atualmente pelo socialista José Socrates, que sai das eleições enfraquecido, porque é um adversário de Cavaco. Os dois são de partidos diferentes e vivem em permanente tensão política. O presidente tem nas mãos o que os portugueses chamam de “bomba atômica”: a qualquer momento pode dissolver o Parlamento e demitir o primeiro-ministro.

Cavaco Silva não sai tão fortalecido para demitir os opositores. Ganhou no primeiro turno, mas com o maior índice de abstenção de todos os tempos: 53% dos eleitores não votaram. Um número elevado, mesmo para um país onde o voto não é obrigatório.

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