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07/02/2011
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, tentará reforçar as relações cada vez mais firmes entre Washington e Brasília, buscando encontrar consenso entre os países sobre questões como a moeda chinesa quando iniciar sua primeira visita oficial ao Brasil, nesta segunda-feira (7).
Após os atritos dos últimos anos em torno de disputas comerciais e da relação do Brasil com o Irã, a presidente Dilma Rousseff busca abertamente desenvolver laços mais fortes com os EUA.
Antes da reunião do G-20 na França, em 18 e 19 de fevereiro, os dois países tentam encontrar maneiras de cooperar para convencer a China a permitir que o iuan se valorize mais rápido.
O iuan subvalorizado - parte do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou de "guerra cambial" global -- gerou um problema para a economia brasileira, erodindo a balança comercial nacional e transferindo empregos para o exterior.
A visita de Geithner também deve abrir caminho para uma viagem ao Brasil do presidente norte-americano, Barack Obama, em março. Autoridades de ambos os países dizem que visita sinalizará uma nova era de cooperação entre as duas maiores economias do hemisfério ocidental.
"Os Estados Unidos estão impressionados com a retórica que o governo brasileiro tem usado em relação a questões econômicas globais, em particular, em relação à China", disse Mauricio Cardenas, diretor do programa de estudos da América Latina na Brookings Institution, centro de pesquisa em Washington.