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10/02/2011
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) pediu ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que não autorize a criação do curso de medicina na Unifran (Universidade de Franca).
O curso, que já havia sido reprovado pelo MEC, teve o processo revisto no final de 2010, quando teve parecer favorável do CNE (Conselho Nacional de Educação).
O vice-presidente do Cremesp, Renato Azevedo, afirmou que a entidade foi pega de surpresa pela decisão. "Não esperávamos. O ministério vinha seguindo uma política de não liberar cursos em regiões saturadas."
Ele afirmou ainda que o Cremesp realiza anualmente um teste entre egressos voluntários e 50% deles não seriam aprovados se a avaliação tivesse peso legal -como o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
O fundador e presidente do Conselho de Administração da Unifran, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice, afirmou que a manifestação do Cremesp é "100% corporativista e política".
Ele disse não acreditar que os questionamentos da categoria possam influenciar na decisão de Haddad, já que o CNE é o órgão a ser ouvido pela União nesses processos.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação, tanto os questionamentos do Cremesp quanto o parecer do CNE devem ser considerados por Haddad para a tomada de uma decisão sobre o caso.
A Folha apurou, porém, que a tendência do ministro da Educação é vetar o novo curso, já que assim ele manteria coerência com a decisão inicial da pasta.
Em dezembro, o presidente do CNS (Conselho Nacional de Saúde), Francisco Batista Júnior, disse que era recorrente a emissão de pareceres desfavoráveis à abertura de cursos em regiões onde já existem.
Ele afirmou, porém, que esse critério passou a ser reavaliado. Na região, Barretos também aguarda liberação para um curso de medicina.