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11/02/2011
Clóvis Ludovice, chanceler fundador da Unifran, diz que o Cremesp teve uma atitude corporativista e políticaConselho diz que não existe necessidade social e que há excesso de escolas médicas em São Paulo
O curso de medicina da Universidade de Franca (Unifran), que já vinha sendo dado como certo e que começaria no segundo semestre deste ano, pode ser vetado pelo Ministério da Educação. Pelo menos é o que pede o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) em documento divulgado nesta semana e que será encaminhado ao ministro da Educação, Fernando Haddad.
O Cremesp alega entre outras coisas que o CNE (Conselho Nacional de Educação), que deu parecer favorável à abertura do curso, "ignorou relatórios oficiais que apontaram a ausência de necessidade social e o excesso de escolas médicas em São Paulo".
O Conselho Regional de Medicina vai além e argumenta que o Estado de São Paulo já conta com 31 cursos de medicina, que somam mais de 3.000 vagas por ano. "É inadmissível a abertura de mais escolas médicas privadas que cobram hoje de R$ 2.800,00 a R$ 6.000,00 a mensalidade", aponta o Cremesp.
Na Universidade Franca o documento do Cremesp foi recebido debaixo de críticas. Clóvis Ludovice, chanceler fundador da Unifran, diz que a instituição já gastou mais de R$ 4 milhões na construção de um prédio de 4.624,55 metros quadrados, laboratórios, biblioteca e na elaboração do projeto pedagógico. Para ele, o Cremesp teve uma atitude corporativista e política, descabida no que se refere ao ensino de uma universidade autônoma.