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18/02/2011

211 CASOS DE DENGUE SÃO REGISTRADOS EM ITUVERAVA ESTE ANO

Proporcionalmente, cidade supera Ribeirão Preto, que com uma população de 605.114 habitantes registra 984 casos

Ituverava vive situação alarmante devido ao número elevado de casos de dengue. Até o momento foram registrados 211 casos da doença no município.

No mesmo período do ano passado foram confirmados apenas 6 casos da doença no município, ato o final de fevereiro foram 17 casos, o que representa um aumento de 3.416% em 2011, se comparado a 2010.

De acordo com a coordenadora da equipe de Controle de Endemias/Dengue, Dirce Cândida da Silva, a fundamental que a população se mobilize no combate a doença. “Espero que tenhamos a participação efetiva da população na luta contra a dengue, pois o trabalho do Controle de Endemias/Dengue e do Poder Público só serão efetivos com a participação de todos”, complementa.

Ituverava e Ribeirão Preto

Ribeirão Preto confirmou até a última quarta-feira, 16 de fevereiro, 984 casos de dengue no ano, sendo 743 em janeiro e 241 em fevereiro. Embora isso signifique um aumento de 50,69% em relação ao último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica.

Se comparamos proporcionalmente os números levando-se em consideração o número de habitantes, Ituverava tem 211 casos – e uma população 38.699 habitantes, o que perfaz uma média de 0,54 casos por habitante; Ribeirão Preto registra 984 casos, com 605.114 habitantes, a média 0,164 da população tem dengue, o que corresponde 235,9% a mais.

A Vigilância Sanitária tem feito sua parte, no entanto a situação é séria, e a população deve se cuidar limpando suas residências e quintais, para evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Além disso, é importante que cada um seja um fiscal da sua própria saúde, orientando e fazendo recomendações a vizinhos e pessoas sobre os perigos da dengue, que é uma doença que parece simples, mas que pode causar morte, como já ocorreu este ano em Ribeirão Preto (veja matéria nesta página). Portanto todos são responsáveis pela própria saúde, dos seus familiares e da população, pois todos estão sujeitos a contrair a doença.

Ribeirão Preto tem a 1ª morte por dengue

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto confirmou na última quarta-feira, 16 de fevereiro, a primeira morte por dengue no Estado de São Paulo este ano. A vítima é a auxiliar de enfermagem Flávia Patrícia Quirino de Araújo, 36 anos. Ela faleceu no dia 28 de janeiro e, desde então, o caso era investigado. Na semana passada, o Instituto Adolfo Lutz já havia confirmado que a mulher tinha a doença, mas a causa da morte ainda não era conhecida.

Autoridades falam sobre aplicação de multas para residências com criadouros

Nebulização contra dengue teve início no município

Em uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, através do Controle de Endemias/Dengue e a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), foi iniciada no município na última quinta-feira, 17 de fevereiro, a nebulização (fumacê noturno). O veneno, que a princípio será passado nos bairros onde há maior concentração de casos, é eficaz no combate ao mosquito Aedes aegypti em sua fase adulta.

De acordo com a coordenadora da equipe de Controle de Endemias/Dengue, Dirce Cândida da Silva, o primeiro local por onde passou a nebulização foi no distrito de São Benedito da Cachoeirinha. “Na próxima terça-feira, 22 de fevereiro, o “fumacê” será nos bairros Eurico Lúcio Henrique, Jardim Avenida (um dos bairros do complexo Alto da Estação), Vila Industrial, Vila Zelinda e Vila São Jorge. Já para o dia 23, o trabalho está previsto no Parque dos Esportes I e II, Largo do Rosário, em uma parte do Centro e Jardim Independência”, explica.

“É importante que os moradores tomem determinadas medidas para segurança e eficácia do veneno. Devem abrir portas, janelas e cortinas para da casa para facilitar a entrada do veneno; cobrir alimentos e utensílios de cozinha; guardar bebedouros e comedouros de animais e lavá-los após a aplicação do veneno; pessoas doentes acamadas e recém-nascidos devem ser mantidas em locais isolados com portas e janelas fechadas, e ali permanecer por trinta minutos”, recomenda Dirce.

A coordenadora lembra que o veneno mata apenas mosquitos adultos. “Cabe a população manter seus imóveis livres de qualquer criadouro para evitar a criação de novos criadouros que permite a proliferação dos mosquitos, caso contrário o “fumacê” não alcançará o resultado pretendido e a cidade continuará com a transmissão de dengue”, disse.

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