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CIDADE

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18/02/2011

ÁRBITRA FALA SOBRE PROFISSÃO E USO DE TECNOLOGIA NO FUTEBOL

Além de terem muita responsabilidade e muitas vezes serem apontados como vilões, os árbitros de futebol enfrentam outras dificuldades na profissão, que além de não ser regularizada, toma muito tempo.

No caso das mulheres, as dificuldades são ainda maiores, embora o interesse feminino pela arbitragem tenha crescido nos últimos tempos, com um número maior de mulheres procurando por escolas de formação de árbitros, o número de desistências vem crescendo. Nas quatro últimas edições do curso de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, 49 mulheres se inscreveram, entretanto 31 deixaram antes de receber o diploma.

Nesta semana, a árbitra assistente, a ituveravense Maria Eliza Correia Barbosa concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava, e falou sobre as dificuldades enfrentadas pela classe, e o amor pela profissão. “Quando cursava Educação Física, tive interesse em fazer um curso de arbitragem. Procurei a Federação Paulista de Futebol, onde me formei em 2001. No ano de 2004 ingressei no quadro de árbitros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e em 2008 me tornei arbitra assistente da Federação Internacional de Futebol (FIFA).”, conta.

“Hoje, tenho muito amor pela profissão, entretanto reconheço que enfrentamos dificuldades, pois além da arbitragem exigir muita dedicação e disciplina, não somos reconhecidos oficialmente como profissionais regulamentados por lei, e trabalhamos como autônomos”, ressalta a árbitra.

Maria Eliza, que já atuou como árbitra assistente em várias partidas de repercussão nacional, como Santos x Corinthians, São Paulo x Palmeiras, Atlético MG x Cruzeiro, Grêmio x Internacional, CRB x CSA, São Paulo x Corinthians, Santos x Santo André, e até a final do Mundial Feminino na Nova Zelândia, entre Estados Unidos e Coréia do Norte, aprova o uso de tecnologia nas partidas como forma de auxiliar o árbitro.

“A tecnologia traz grandes benefícios para a classe, pois com seu uso, o número de possíveis erros pode diminuir. Acredito que uma das melhores tecnologias que a Federação Paulista de Futebol trouxe foi o uso dos rádios comunicadores, que facilitam e agilizam a comunicação entre os árbitros”, afirma.

“Outra novidade interessante que foi adotada no Campeonato Paulista deste ano, é a escalação de seis árbitros: o trio de arbitragem tradicional, com quarto árbitro e dois auxiliares, um atrás de cada gol. Com essa inovação da Federação Paulista de Futebol, os erros deverão ser minimizados, pois facilita o trabalho em jogadas mais polêmicas”, complementa.

Maria Eliza Correia Barbosa, 30 anos, é professora de Educação Física, árbitra assistente de futebol, pela Federação Paulista de Futebol (CBF) e pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). Ela é filha do diretor da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Antônio Josino de Andrade”, Antonino Inácio Barbosa e da professora Maria Emilia Correia Barbosa.

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