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25/02/2011
Com 256 casos registrados, Ituverava é a terceira cidade do Estado com maior índice da doença
A situação da dengue continua preocupante no município. Nesta semana, o número de casos da doença subiu para 256, número 21,32% maior que na semana passada, quando foram registrados 211 casos.
Conforme o jornal Diário Comércio e Indústria de São Paulo, Ituverava registra 3,7% do total de casos de dengue, o que coloca a cidade como a terceira do Estado com maior número de casos da doença. A primeira é Ribeirão Preto, que é responsável por quase metade dos casos de dengue no Estado, e a segunda é Bauru, com 7%.
Além disso, o ituveravense tem um novo motivo para se alertar sobre a doença. Um garoto de 4 anos da cidade de Igarapava, estava internado na Santa Casa de Franca até a última quarta-feira, com suspeita de dengue hemorrágica, o pior tipo da doença, que, em muitos casos pode levar a morte.
Com essa suspeita de dengue hemorrágica, e com o alarmante número de casos na região de Ribeirão Preto, a situação é de alerta geral, pois a dengue é uma doença que parece inofensiva, mas que pode levar a morte, portanto neste momento a responsabilidade de combater a doença, não é apenas do Poder Público, mas de toda a comunidade.
Portanto, todos devem se engajar nas ações de combate a doença, pois mesmo se um pequeno número de pessoas deixar de fazer a sua parte, a dengue se alastrará ainda mais, contaminando pessoas, e aumentando o risco de trazer a morte aos ituveravenses devido à doença, como já ocorreu na cidade de Ribeirão Preto.
Cabe a cada cidadão cuidar da limpeza de suas residências, quintais e terrenos baldios, e fiscalizar se as pessoas ao seu redor estão fazendo o mesmo. Além disso, são fundamentais denúncias de locais que podem ter criadouros do mosquito Aedes aegypti, além de permitir a entrada da equipe de agentes do Controles de Endemia (Dengue), que está fazendo a nebulização em todas as ruas do município.
Na tentativa de amenizar o problema e coibir a escalada da dengue no município, o Poder Público já promove a nebulização com veneno em residências, e está intensificando os mutirões de limpeza.
Os esforços devem ser concentrados para evitar o terrível avanço da dengue em Ituverava. Todos devem fazer sua parte – além da Prefeitura fiscalizar possíveis criadouros e orientar a população –, o município também deve promover um amplo mutirão de limpeza na cidade, para evitar que haja algum caso fatal no município.
Ribeirão Preto chega a 1.465 casos de dengue em 2011
Dentre esses casos, há uma morte ocorrida em janeiroA Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto divulgou na última quarta-feira, 23 de fevereiro, que a cidade atingiu 1.465 casos de dengue neste ano, sendo 792 em janeiro e 673 em fevereiro.
Também foi confirmado um caso de morte proveniente da dengue, ocorrido em 27 de janeiro, da auxiliar de enfermagem Flávia Patrícia Quirino, de 36 anos. Essa morte pela doença (dengue clássica, mas em decorrência de complicações) foi a primeira do Estado de São Paulo neste ano. Ribeirão Preto teve, em 2010, a sua pior epidemia de dengue, com 30.086 casos - nove pessoas morreram (cinco delas com o quadro hemorrágico).
Morte em Sertãozinho
A secretaria de Saúde de Sertãozinho, confirmou na última quarta-feira, 23 de fevereiro, que uma mulher, de 53 anos, que morreu há duas semanas, estava com dengue. Novos exames irão apontar se a doença foi a causa da morte de Terezinha de Fátima Ferreira.
Se for confirmada a morte por dengue, esta será a segunda do ano no Estado de São Paulo. Sertãozinho registra 92 casos de dengue em 2011.
Vírus "primo" da dengue
já circula em Manaus
O "mayaro", um vírus semelhante ao da dengue e ao do chikungunya, que provoca febre alta e dores fortes nas articulações, saiu do isolamento de áreas ribeirinhas amazônicas e já causou uma epidemia em Manaus.
Segundo reportagem da Folha.com, publicada sábado, dia 19, existe risco real de que ele se espalhe para o País e se adapte ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, já bem adaptado ao ambiente urbano.
Essas são as principais conclusões de uma pesquisa do infectologista Luiz Tadeu Moraes de Figueiredo, coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto de Medicina Tropical do Amazonas.
Saindo da selva
No Brasil, circulam 210 tipos diferentes de arbovírus, que são aqueles transmitidos por mosquitos e outros artrópodes. O ‘mayaro’ é o quarto em número de infectados, depois da dengue, da febre amarela e do oropouche (que também ocorre na Região Amazônica), de acordo com o Instituto Evandro Chagas, do Pará.
Seu primeiro registro foi em 1955, durante uma epidemia no Pará. Até hoje, foram notificados mil casos, nunca antes em regiões metropolitanas.
Neste ano, o ‘mayaro’ foi incluído pelo Ministério da Saúde na lista de doenças de notificação compulsória - aquelas que devem ser comunicadas obrigatoriamente diante de suspeitas.
Apesar de não haver registro de mortes por ‘mayaro’, os sintomas, em alguns casos, provocam mais sofrimentos do que no doente de dengue.