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28/02/2011
Gaúcho de Porto Alegre, o escritor publicou mais de 70 livros e ganhou por três anos o prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira
No velório, a mulher de Moacyr Scliar, Judith, recebeu o carinho de parentes, leitores e amigos. “O Rio Grande do Sul e o país perdem uma pessoa que estava na plenitude da sua criatividade”, conta o ator Zé Victor Castiel.
“É uma grande perda para a literatura gaúcha e brasileira, mas antes de tudo uma grande perda para os amigos”, diz o escritor Luis Fernando Verissimo.
Scliar tinha 73 anos, era médico e apaixonado pelas letras. Começou a escrever ainda menino, incentivado pela mãe e sempre foi muito ligado à família e às origens judaicas. “Uma pessoa protetora, mas ao mesmo tempo carinhosa, sem demonstrar autoridade. Um verdadeiro amigo”, diz Wremyr Scliar, irmão do escritor.
Gaúcho de Porto Alegre, publicou mais de 70 livros e ganhou por três anos o prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. Desde 2003, Scliar ocupava a cadeira de número 31 da Academia Brasileira de Letras.
“Foi um acadêmico expressivo e muito singular no seu modo de ser plural. Já começamos a ter a noção da saudade que ele deixa conosco”, lembra o presidente da ABL, Marcos Vilaça.
A presidente Dilma Rousseff lamentou a morte do escritor. Em nota, disse que ele foi um ícone da literatura gaúcha, brasileira e latino-americana. O governador gaúcho Tarso Genro decretou luto de três dias no Rio Grande do Sul.
"Grande brasileiro, grande escritor, grande gaúcho que orgulha e cuja partida deixa uma enorme dor em todos nós", lamentou Tarso Genro.