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30/03/2011
O governo federal oficializou a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2011 em 4,5%, reduzindo a mordida do Leão sobre os ganhos dos trabalhadores e criando uma política de reajuste das faixas salariais até 2014. Mas as boas notícias param por aí. Para compensar a redução da arrecadação de até R$ 1,6 bilhão ao ano, as bebidas ficarão mais caras. Cervejas, refrigerantes, água mineral e isotônicos subirão 15%, em média.
Até então, a própria indústria de bebidas acreditava que o reajuste não fosse passar de 10%, apesar de a proposta inicial do governo ser de correção de 17%. O aumento é resultado do reajuste nos tributos cobrados aos produtores, além da correção no chamado redutor, que é a diferença entre os preços de fábrica e de comercialização dos produtos. A diferença subiu de 35% para 50%.
— O que fizemos foi adequar a tributação de bebidas aos valores praticados no mercado atualmente. Os preços de referência estavam defasados há três anos. Se o custo vai aumentar, isso vai depender da relação entre o consumidor e o fabricante — disse o subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa.
Cartão de crédito
No mesmo pacote de reajustes, o governo fixou o aumento da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2,38% para 6,38%, que entrará em vigor a partir de 28 de abril. A meta é reduzir as compras no exterior e evitar que os turistas brasileiros fiquem endividados, além de preservar a indústria nacional.
Apesar da correção do IR ter sido aprovada, o efeito não será retroativo a janeiro. Portanto, ninguém precisa acertar as contas agora. A Receita fará a compensação quando o contribuinte declarar o IR em 2012 (ano-base 2011).