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01/04/2011
Índices estão dentro de padrões aceitáveis, diz secretário de Saúde, que faz alerta à população
Embora alguns municípios da região tenham registrado casos de conjutivite além dos parâmetros normais como Orlândia e São Joaquim da Barra, Franca não foge à regra. "Houve um aumento de casos, como é natural, mas tudo dentro dos índices aceitáveis", ponderou Alexandre Augusto Ferreira, secretário de Saúde.
Ferreira disse à reportagem do Diário que entre 2009 e 2010 os índices de conjutivite reduziram por causa da forte campanha contra a gripe suína e a gripe viral, onde o cidadão foi orientado de maneiras e práticas que também reduziram a doença. Entre essas medidas estão lavar, trocar de fronhas, evitar ambientes aglomerados entre outros se tornaram hábito do francano, mas que agora estão sendo deixados de lado, explicou Ferreira.
Mas, como o assunto é extremamente delicado e as Unidades Básicas de Saúde, bem como as unidades de emergência médica tenham registrado aumento do número de pacientes, Alexandre Ferreira já expediu orientação às pessoas.
Diante da gravidade e da rápida propagação de recentes surtos de conjuntivite aguda no Estado de São Paulo, que já atingiram mais de 20 cidades e acometeram mais de 42 mil pessoas nos três primeiros meses de 2011, a Secretaria de Saúde está alertando os médicos, profissionais e serviços de saúde, autoridades sanitárias e população.
Os atuais surtos de conjuntivite são causados principalmente pelo vírus Coxsackie A 24, altamente contagioso, com grande transmissibilidade em locais fechados, escolas, creches, ambientes de trabalho e familiar.
A transmissão se dá por meio do contato direto com a secreção do olho de uma pessoa infectada e de maneira indireta por meio de contato com superfícies, toalhas, instrumentos ou soluções contaminadas.
O oftalmologista e conselheiro do Cremesp - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo -Adamo Luis Netto, orienta os médicos que a maioria dos casos em São Paulo tem apresentado hiperemia, reação folicular na conjuntiva tarsal superior e inferior, hemorragia subconjuntival, além de inflamação palperal leve, moderada ou intensa.
A conjuntivite é uma doença com duração de sete dias na maioria dos casos. A correta assistência médica garante o diagnóstico clínico e o tratamento adequado.
Outras doenças podem surgir durante a evolução clínica da conjuntivite, podendo passar despercebidas em surtos com grande mero de casos.
Por isso, segundo Adamo Lui Netto, os médicos devem estar atentos para eventuais complicações da conjuntivite, além da ulceração corneal e da blefarite.
Dicas de saúde para a população
1) procurar sempre assistência médica quando surgir sinais de conjuntivite;
2) evitar a automedicação;
3) não usar colírios contendo antibióticos, pois a conjuntivite predominante nos surtos atuais é de origem viral;
4) lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida, de preferência gelada;
5) não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada);
6) lavar frequentemente as mãos;
7) usar somente lenços descartáveis ou gaze;
8) não compartilhar toalhas, maquiagem para os olhos, colírios e outras soluções,
9) trocar constantemente de fronhas;
10) evitar locais aglomerados, quando da ocorrência de surtos;.
Aos próprios médicos e aos profissionais de saúde, o Cremesp lembra que devem:
1) lavar as mãos antes e depois do atendimento dos pacientes;
2) usar luvas estéreis durante o exame e a coleta de amostras, com descarte adequado;
3) verificar a esterilização sistemática de instrumentos utilizados para o exame oftalmológico e o diagnóstico;
4) contribuir com as autoridades de saúde na identificação e na notificação dos casos.
Fonfe: Diário da Franca