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23/04/2011
Desequilíbrio poderia levar a recessão e ao desemprego
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que o desafio do governo federal em 2011 é o de controlar a inflação para que o Brasil possa crescer a uma taxa entre 4% e 5% nos próximos anos.
Em entrevista à Agência Brasil, Carvalho destacou que uma das preocupações da área econômica é evitar que o avanço recente da inflação comprometa as conquistas da chamada "nova classe média brasileira", que ainda não estaria consolidada.
- Por isso, as medidas prudenciais que estamos tomando, para não haver esse desequilíbrio que leve a uma recessão nesse momento, o que levaria de novo ao desemprego.
Carvalho afirmou que é natural que o governo puxe o freio de mão do crescimento econômico em 2011, após tomar medidas para estimular a produção e o crédito durante a crise econômica global.
O ministro reconheceu que a adoção de medidas prudenciais, como o porcentual mais baixo de correção do salário mínimo, não tem agradado aos movimentos sociais, mas ponderou que todos estão de acordo em um ponto: é preciso segurar a inflação.
- A prioridade número 2 é garantir emprego de qualidade, que garanta distribuição de renda também.
Além de citar a inflação, Carvalho destacou também na entrevista à Agência Brasil o problema do câmbio apreciado, que tem afetado negativamente os exportadores. O ministro admitiu que ninguém pode ter "total segurança" que as ações adotadas até agora terão resultado, lembrando que há um processo inflacionário em todo o mundo. Porém, afirmou que a situação "está sendo conduzida com muita prudência pela presidenta Dilma Roussef, junto com o ministro Guido Mantega, da Fazenda, junto com o Alexandre Tombini, presidente do Banco Central".
Nesse contexto, Carvalho afirmou que a preocupação do governo é o de manter um ambiente de crescimento econômico com distribuição de renda.
- O importante é não termos um crescimento espetacular, e sim um crescimento mediano, para nos próximos anos retomarmos um crescimento nessa faixa de 4% a 5%, que nos parece bastante adequado depois do salto que nós demos.