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CIDADE

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03/05/2011

FAMÍLIA PRECISA DE R$ 120 MIL PARA TRATAMENTO DE FILHA

A garotinha Danilla dos Santos Medeiros: médico disse que ela tem muita chance de ter seu quadro revertido e passar a ter uma vida comum como qualquer outra criança

Danilla dos Santos Medeiros, 5 anos, que sofre de leucodistrofia metacromática, só pode ser tratada no Peru

Mais uma vez o povo de Ituverava mostrou-se solidário com questões sociais. Graças ao desprendimento das pessoas que organizaram campanhas e quem colaborou, a jovem Danilla dos Santos Medeiros, 5 anos, arrecadou parte do dinheiro necessário para iniciar o tratamento que precisa para sobreviver, no Peru. As passagens e parte do dinheiro para o tratamento foram conseguidos.

Na última semana, a menina foi tema de reportagem da Tribuna de Ituverava, onde sua mãe, Juliana dos Santos Medeiros, fez um emocionado apelo à população para ajudar a filha, que sofre de leucodistrofia metacromática (falta de enzimas no cérebro) e precisa iniciar um tratamento, que só é feito no Peru. A família não tem condições financeiras para levar Danilla. Mas graças à solidariedade dos ituveravenses, essa situação está mudando.

De acordo com a mãe, o custo do tratamento é entre R$ 120 e R$ 125 mil, dos quais já foram arrecadados R$ 15 mil. “Na noite da última quinta-feira, o médico do Peru entrou em contato conosco. Ele disse que Danilla tem muita chance de ter seu quadro revertido e passar a ter uma vida comum como qualquer outra criança. Para isso, ela precisa fazer um tratamento que leva sete dias. O médico ainda não definiu a data, porém é necessário que tenhamos dinheiro suficiente”, explica a mãe.

Campanhas em prol de danilla continuam
A mãe de Danilla explica que campanhas para conseguir recursos continuam. “Pessoas caridosas estão promovendo campanhas de arrecadação, bem como estamos fazendo a divulgação pela imprensa. Através desses atos, conseguimos arrecadar R$ 15 mil. Além disso, algumas pessoas que não se identificaram doaram as passagens para Danilla, eu e meu marido Damião Medeiros”, observa.

“A campanha continuará e espero poder continuar contando com a solidariedade da população ituveravense. Felizmente, já arrecadamos uma parte, mas precisamos entre R$ 120 e R$ 125 mil, para que minha filha sobreviva e passe a ter uma vida totalmente normal”, ressalta a Mãe.

Juliana é grata a todos que contribuíram. “Não existem palavras para expressar o meu sentimento de gratidão com a população ituveravense. Agradeço do fundo do meu coração, a imprensa, tanto os jornais quanto as rádios; a Oficina da Comunicação, e a todas as pessoas que fizeram doação, independente da quantia. Espero que continuem ajudando, pois minha filha, que é meu bem mais precioso, depende da ajuda de todos”, agradece Juliana.

As doações podem ser feitas através do telefone 3839-8863 ou em depósito bancário, no Bradesco, agência 1.551, conta-corrente n° 8583-9.

Leucodistrofia metacromática
A leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença genética e hereditária originada num gene autossômico recessivo e causada pela deficiência da enzima arilsulfatase A, responsável pela degradação de lipídios (gorduras). A não-degradação destes lipídios, leva a um acúmulo excessivo de sulfatídios, ocasionando a destruição rápida e progressiva do sistema nervoso.

A LDM pertence a um grupo de doenças conhecidas como erros inatos do metabolismo. Os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida ou até a fase adulta. Antes do aparecimento dos sintomas o indivíduo apresenta desenvolvimento das funções neurológicas completamente normal.

Manisfestação
Após as primeiras manifestações clínicas o quadro evolui rapidamente com a perda da capacidade de andar, sentar, falar, engolir, respirar sem auxílio de aparelhos, ouvir e enxergar.

A doença evolui rapidamente para o óbito. Uma dieta sem gordura não impede a evolução da doença, pois como as gorduras estão relacionadas com as funções vitais do organismo, mesmo quando ela não é ingerida, ocorre a biossíntese, ou seja, a produção da gordura pelo próprio organismo.

A literatura médica mundial menciona uma incidência de 1 caso para 40.000 nascidos.

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