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13/05/2011

EDIÇÃO 2.926 - ENQUETE

Utilização de sacolas plásticas está com os dias contados; no destaque, o governador Geraldo Alckmin na abertura da APAS 2011 - 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados

Governo quer fim de sacolas plásticas em supermercados

Governador Geraldo Alckmin assinou acordo com supermercados para extinguir as sacolas plásticas

distribuição de sacolas derivadas de petróleo – as famosas sacolinhas plásticas de supermercados – está com os dias contados... Um acordo assinado dia 9 de maio, entre o governador Geraldo Alckmin, o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), João Galassi, e o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, prevê que até o final do ano os supermercados deixarão de entregar as sacolas derivadas de petróleo ao consumidor.

O objetivo é estimular a utilização de sacolas permanentes – como a tradicional ‘sacola de feira’, reduzindo, assim, o descarte de plástico no meio ambiente. A assinatura do acordo foi no 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, realizado na Capital.

Incentivo

Pelo acordo, os supermercados promoverão campanha nos próximos meses para estimular a mudança de hábito do consumidor, conscientizando-o para a necessidade de utilizar outros meios para o transporte das compras antes de cessar a distribuição de sacolas.

A meta da iniciativa, apoiada pelo setor, é atender uma demanda da sociedade, que está cada vez mais atenta às questões ambientais. À Secretaria do Meio Ambiente caberá esclarecer, por meio de sua rede de educação ambiental, o prejuízo causado pelo uso das sacolas descartáveis derivados de petróleo.

Se optar pela sacola descartável, o consumidor terá de arcar com o custo da embalagem ecologicamente correta comercializada como alternativa às sacolas de plástico. Feita a partir de amido de milho, a embalagem se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro. Ela estará disponível nos supermercados com valor estimado em R$ 0,19.


O objetivo é estimular o uso de sacolas retornáveis (como as de feira), ecobags (reutilizável e feita em material renovável), carrinho de feira, caixa de madeira ou mochila. Alternativas cujo custo é zero.

As vilãs

O país já produz mais de 500 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima das sacolinhas plásticas). Elas são resultantes de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD), gerando 135 bilhões de sacolas anuais.


Calcula-se que cerca de 90% desse material, com degradação indefinida, acaba servindo de lixeiras ou viram lixo. Em São Paulo, o consumo mensal está na casa dos 2,4 bilhões, o que corresponderia, em uma conta simplificada, a 59 unidades por pessoa.

Enquete

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas saber a opinião de ituveravenses sobre o assunto. A maioria é a favor da medida. “Concordo, porque desta maneira, vamos contribuir para um meio ambiente melhor no futuro. Acredito que com o uso das sacolas retornáveis isso ocorra. No início, a população vai estranhar, mas com o tempo vai se acostumar e passar e ver os benefícios”, afirma o comerciante Abrão Miguel Neto.

Há, entretanto, os que não aprovam a medida. “Não concordo, porque, atualmente pagamos tantos impostos que isso não deveria ser um problema; deveria haver lugares especializados para reciclagem destas sacolas. Acho que dinheiro para solucionar esse problema não falta”, contrapôs a secretária Ketlyn Pesty.

Veja, na íntegra as respostas:

Prefeito de Barretos sanciona lei sobre sacolinhas biodegradáveis

O prefeito de Barretos, Emanoel Mariano Carvalho, sancionou, no mês passado, a lei nº 4.509, de autoria do vereador Olímpio Jorge Naben (“Euripinho”) – que entrará em vigor a partir de agosto deste ano – proibindo a utilização de embalagens e sacolas plásticas, permitindo apenas o uso de sacolas biodegradáveis e oxibiodegradáveis, nos estabelecimentos comerciais de Barretos.

“A medida visa garantir a defesa do Meio Ambiente através de uma política preventiva e de caráter educativo-ambiental, porque uma embalagem biodegradável ou oxibiodegradável se desintegra no meio ambiente em 18 meses, enquanto as atuais duram mais de 500 anos para se desintegrar”, destacou Naben.

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