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17/05/2011
A rede varejista Magazine Luiza anunciou um lucro líquido de R$ 12,3 milhões para o exercício do primeiro trimestre, em um crescimento de 31,7% sobre o ganho apurado um ano antes.
A receita líquida totalizou R$ 1,461 bilhão, uma cifra 50,5% superior ao resultado para o primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 84 milhões, num aumento de 38,9% se comparado ao número registrado no início de 2010.
As vendas da rede cresceram 25,6% se considerado somente o movimento das lojas abertas há pelo menos 12 meses. A rede aumentou de 456 unidades em março de 2010 para 604 em março deste ano.
As despesas financeiras líquidas, isto é, já considerando as receitas financeiras, aumentaram de R$ 28,1 milhões para R$ 45,7 milhões entre os dois trimestres, por conta do aumento do endividamento e do encarecimento dos juros de mercado (CDI).
O endividamento líquido da empresa atingiu R$ 678 milhões, ante R$ 515 milhões em março de 2011. No balanço, a empresa avisou que pretende usar uma parcela dos recursos obtidos no IPO (oferta pública de ações) de abril para abater as dívidas de curto prazo.
O total de cartões de crédito ativos aumentou de 1,74 milhão para 2,97 milhões entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011.
NA BOLSA
Luiza Helena Trajano Rodrigues, executiva do grupo, destacou que a companhia sempre acreditou no crescimento do Brasil, especialmente entre os clientes da chamada classe C, público-alvo da rede varejista. Segundo ela, a entrada da empresa no mercado de capitais ampliou a responsabilidade, não apenas com os clientes como também com os investidores. "É com orgulho que vemos o Brasil chamar a atenção pelo consumo", ressaltou.
O diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, também destacou o foco da companhia durante o evento que marcou a estreia das ações. "É simbólico não só para o mercado de capitais mas para a história da economia a entrada na Bolsa de uma gigante do varejo que sempre acreditou no crescimento das classes populares."
Edemir ressaltou as campanhas de TV para a venda das ações promovidas pela varejista. "Pela amplitude da oferta, a Luiza (Trajano) já se tornou um símbolo da popularização da Bolsa", afirmou.
O executivo comparou o IPO do Magazine com o da Natura, realizado em 2004 e que marcou o renascimento do mercado de capitais brasileiro. "Ambas as empresas provaram que não é preciso ir ao exterior para abrir o capital", disse. Para Edemir, os setores de varejo, consumo e construção devem ser os destaques neste ano em número de ofertas. Em volume, ele avaliou que as companhias de petróleo e gás devem liderar as operações.
Fonte: Diário da Franca