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27/05/2011
São mais de duas mil reclamações por dia em todo o Brasil. Os clientes de telefonia celular descobriram um golpe na conta telefônica. Tem cobrança demais e serviço de menos. Não tem jeito: pode ser chato, pode dar trabalho, mas o consumidor precisa conferir a conta do celular com muita atenção para evitar cobranças indevidas por serviços que não usou.
Antes de pagar a conta do celular, o consumidor confere? “Se vier naquela média que eu estou acostumado, nem olho. Só pago e vou embora”, diz o gerente de contas Rafael Carvalho de Oliveira.
“Eu sou um pouco desligada. Eu tento olhar. Só se tivesse algum valor muito absurdo que eu ia parar e olhar o extrato”, conta a bancária Daphne Guimarães.
Se parar para checar direitinho, o consumidor pode ter surpresas. “Normalmente eu só pago a conta e não olho. Dessa vez eu olhei e estava lá o rombo”, lembra a cabeleireira Maria da Luz Oliveira.
Só nos três primeiros meses deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu mais de 200 mil reclamações de cobranças indevidas na conta do celular. A queixa mais comum é de ligações desconhecidas. “Não reconheci a ligação”, diz o gerente de contas Rafael Carvalho de Oliveira.
Outras reclamações frequentes são serviços especiais que o cliente não contratou e planos que foram cancelados, mas continuam aparecendo na fatura.
“O valor não era tão alto. Era uma coisa que teoricamente a gente não podia ter deixado passar, mas por conta de tanta complicação e tanta burocracia a gente acabou deixando de lado”, conta o técnico em telecomunicações Fernando da Silva.
O diretor do Procon no Distrito Federal, Oswaldo Morais, diz que é importante reclamar da cobrança indevida, mesmo se o valor for pequeno.
“Primeiro passo é ele manter um contato direto com a operadora e buscar resolver. Resolveu? Ótimo. Não resolveu? Vá ao Procon. Nós temos um contato imediato por telefone que 85% desses casos são resolvidos dessa forma”, afirma o diretor.
Ainda segundo o Procon, dependendo do erro, a empresa pode ser punida com multas de R$ 212 a R$ 3 milhões. O consumidor pode fazer queixa à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).