Clique aqui para ver a previsão completa da semana
21/07/2011
Mais de 82 mil moradores de Ribeirão Preto foram vítimas de apagões na rede de energia elétrica nos últimos dois meses devido a pipas enroscadas na rede elétrica.
De acordo com dados da CPFL, foram 59 apagões neste período - 26 durante o mês de junho e 33 entre os dias primeiro e 18 de julho - o número de casos aumenta neste período devido às férias escolares. O número de pessoas afetadas pelos apagões corresponde à 13,56% da população de Ribeirão Preto.
A interrupção de energia acontece com maior frequência nos bairros Parque Ribeirão, Jardim Progresso, Adelino Simioni, Vila Abranches, Jardim Aeroporto, Cândido Portinari, Ribeirão Verde e Ipiranga.
"São bairros onde crianças e adolescentes brincam mais na rua. Quando o papagaio enrosca no cabo, ocorrem os curtos-circuitos. Isso porque as linhas com cerol (mistura de vidro com cola) rompem facilmente os cabos ou tornam-se condutoras de energia entre uma fase e outra da rede", explica o engenheiro líder da CPFL Energia em Ribeirão, Luis Carlos da Silva.
Silva explica que os blecautes acontecem com maior frequência, quando as crianças ou adolescentes tentam resgatar a pipa da rede, puxando a linha. "Além do apagão, existe o perigo de receber uma descarga elétrica. O problema é sério e precisa da conscientização não apenas dos adolescentes, mas dos próprios pais."
Para coibir as brincadeiras de pipas com cerol, os comissários de Menores da Vara da Infância e Juventude intensificaram as operações neste mês.
A CPFL Energia não divulgou estimativas de prejuízos com as interrupções. Entretanto, o engenheiro explica que a empresa precisa restabelecer o fornecimento de energia no prazo de até uma hora após os primeiros avisos feitos pelos consumidores. Caso contrário, a concessionária fica sujeita ao pagamento de multa fixada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
De acordo com moradores do Jardim Aeroporto (zona Norte), o prazo não é respeitado. "Ficamos sem energia por mais de cinco horas aqui no bairro. É um absurdo", reclama a doméstica Maria Célia dos Santos, de 56 anos, que mora em uma das áreas mais afetadas pelos cortes de energia.
Fonte: Jornal A Cidade