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24/08/2011
Marcelo TAS, momentos antes da palestra, no Centro CulturalMultimídia veio a convite do Liceu Van Gogh-Anglo, na 4ª Feira de Profissões
O multimídia Marcelo Tristão Athayde de Souza (Marcelo Tas), considerado um dos maiores talentos do Brasil, esteve em Ituverava na última semana, a convite do Liceu Van Gogh-Anglo. No último dia 12 de agosto, proferiu palestra na Feira de Profissões do colégio.
O evento foi realizado no Centro Cultural “Cícero Barbosa Lima Júnior” e reuniu cerca de 400 pessoas. Entre os presentes, estiveram o proprietário da franquia Anglo, Luiz Cláudio Jubilato, pais, alunos e convidados.
O multimídia, com toda sua genialidade, falou sobre suas experiências artísticas e a integração jovem e tecnologia. “Eu faço palestra por todo o país e é a primeira vez que faço aqui, em Ituverava”, disse o multimídia, em entrevista coletiva concedida antes do evento.
Veja, abaixo, os principais trechos:
Pergunta – Como é proferir palestra na sua cidade natal?
Marcelo TAS – É muito emocionante. Eu faço esta palestra por todo o país e é a primeira vez que vou fazê-la aqui, em Ituverava. Nela, eu falo sobre minha formação, experiência profissional e também do orgulho de ser ituveravense.
Foi um convite muito especial da minha prima Júlia [a aluna do 9º Ano, Júlia Athayde Martins Ferreira, filha de Mauro Sérgio Ferreira dos Santos e Clycie Athayde Martins Silva Santos], que estuda no Anglo. Eu percebi o quanto ela e seus colegas estavam empenhados na Feira. Eles – que são bastante articulados – organizaram tudo e eu fiquei muito feliz em ter a oportunidade de aceitar este convite.
Pergunta – O que você preparou para a moçada hoje?
TAS – Eu falo basicamente sobre minha experiência profissional ligada à formação educacional. Falo muito sobre Educação, que vem se desenvolvendo muito nos últimos 10 anos. Profiro palestras em empresas e escolas, onde discorro sobre tecnologia. Mostro como é ser cobaias dessa revolução digital. Também falo sobre as redes sociais, sobre os computadores e como as escolas estão se transformando com eles, bem como a família, a educação dos filhos e a profissão de todo mundo, como jornalistas, professores e médicos.
Enfim, acho que é uma revolução que muda a maneira da gente trabalhar em todos os segmentos e ofereço muitos exemplos práticos. Eu abro muito os bastidores do que eu faço no CQC [Custe o que Custar, atual programa de TAS, na Rede Bandeirantes], no “Ra-tim-Bum”, no “Plantão do Tas”. Eu aproveito as palestras até para tentar entender um pouco de como trabalho.
Pergunta – Você tem noção do quanto você é assistido em Ituverava?
TAS – Eu espero que seja mesmo [risos]. Eu fico muito feliz, pois, geralmente, recebo muitas correspondências de Ituverava. Venho observando uma participação crescente de ituveravenses, falando comigo através de redes sociais e eu acho isso muito legal.
Acho que vivemos em uma era muito especial, e essa interatividade, para quem gosta de comunicação, é fundamental. Eu comecei a trabalhar numa época em que a gente falava e não ouvia as pessoas, os telespectadores e os leitores. Hoje, o retorno é imediato, pois faço o programa (CQC) na segunda-feira ao vivo e, ainda no ar, já leio a opinião das pessoas no meu celular. Claro que isso muda a maneira de trabalhar, ouvindo as críticas e tendo a oportunidade de melhorar e é isso que estou fazendo.
Pergunta – Que fatores você acha que contribuem para você conseguir ao mesmo tempo audiência da juventude, adultos e terceira idade, enfim seu público não é segmentado como a maioria?
TAS – Este é um bônus de você ter uma carreira mais longa. Eu estou agora completando 28 anos de trabalho na comunicação, e é bastante tempo. Então fico muito feliz de observar os ‘velhinhos’ [risos] que viram o meu começo, que acompanharam o “Ra-Tim-Bum” e que agora seus filhos me assistem no Plantão do Tas, por exemplo.
Acho isso muito especial e me sinto abençoado com este tipo de audiência que passa por toda a família inteira. O legal disso tudo é que todas estas pessoas se encontram na internet, vendo os vídeos de todas as épocas que eu trabalhei.
Já “peguei” muitos pais que mostraando o Varela [personagem Ernesto Varela] a seus filhos, que foi meu primeiro trabalho. Muitos não sabiam que eu tinha feito aquele personagem, aí, eles mostram o “Ra-Tim-Bum” e o pai, que nunca tinha ligado no CQC, vê que é o mesmo cara. Tudo isso está na mesma rede, onde este público se encontra.
Pergunta – Quais são seus projetos para 2012?
TAS – Eu tenho alegria de ter, além do CQC e o blog que no Terra, um projeto com criança que continua avançando para minha surpresa, que é o ‘Plantão do Tas’, no Cartoon Network, que é um canal a cabo americano, onde estamos indo para a terceira temporada. Já gravamos e estreará agora, no segundo semestre.
O Cartoon também está me oferecendo oportunidade de trabalhar com crianças. Já gravamos os primeiros programas e parece que o pessoal gostou muito...
Pergunta – Além do trabalho social que você desenvolve, hoje, sua presença em Ituverava está aliada a um ato de solidariedade. Qual a importância das pessoas dedicarem parte do seu tempo para este tipo de trabalho, principalmente os jovens?
TAS – Isso foi uma das coisas que eu mais gostei no convite: a destinação de todos os recursos desta noite para uma instituição. Acho que o Brasil está descobrindo a participação voluntária ajudando instituições não-governamentais. As pessoas estão começando a parar de ficar só reclamando dos governos, dos prefeitos, dos deputados e do presidente e fazendo alguma coisa.
Comecei a fazer este trabalho há 10 anos, em São Paulo, em uma instituição chamada Casa do Zezinho, que, na época, ficava em um dos lugares onde se praticava a maior violência contra crianças: o Jardim Ângela, na Zona Sul. A região era considerada pela Unesco como uma das mais perigosas do mundo. Era chamada de “Triângulo da Morte” – Jardim Ângela, Capão Redondo e Santo Antônio.
Em 10 anos, esta Casa e outras instituições ajudam a reverter completamente este quadro. Hoje é um lugar onde eu aprendo com a molecada. São cerca de 2 mil jovens, de 7 a 18, onde mantemos um trabalho contínuo, mas não é só de benemerência: eu vou lá para aprender com eles, porque são muito criativos, pois inventam inúmeras coisas.
Eu acabei de fazer um show com eles, e com a participação do Rafinha e do Luque [apresentadores Rafinha Bastos e Marco Luque], que foi uma delícia. Além de levantar fundos, eles se apresentam num superteatro que certamente nunca tiveram a chance de fazê-lo. Eu acho que é muito importante que as pessoas comecem a entender que o Brasil é exatamente o que a gente quer, e isso depende muito, não só da gente votar bem e cobrar os políticos, mas também de nós próprios botarmos a mão na massa.