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29/08/2011
O ortopedista Laerte Fogaça de Souza Filho: quedas são muito perigosas nesta época
O próprio envelhecimento é uma condição para predispor quedas, pois há lentidão dos reflexos posturais, dificuldades visuais, principalmente à noite, fraqueza muscular das pernas e braços. Lembre que quanto mais velho for o idoso, maior o risco de instabilidade postural e de desequilíbrio.
Também podem ser causadas por problemas visuais, como catarata e glaucoma; doenças neurológicas como a doença de Parkinson e os acidentes vasculares cerebrais; doenças ortopédicas como as osteoartrose e osteoporose; uso de medicamentos para dormir, medicamentos para coração e hipertensão (podem causar tonteiras e pressão baixa); quadros de incontinência urinária, principalmente quando houver a necessidade urgente de ir ao banheiro, levantando rápido da cama.
O ortopedista Laerte Fogaça de Souza Filho, 45 anos, fala sobre as mais freqüentes causas da queda de idosos. “Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, tornaram-se também mais comuns os problemas ortopédicos, principalmente os relacionados a osteoporose – diminuição da densidade óssea, e a artrose – desgastes articulares”, explica o dr. Laerte, formado pela Faculdade de Me-dicina de Catanduva, em 1990, é pós-graduado em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, em 1994.
Ele ressalta o perigo das quedas nesta idade. “Fatalmente, elas estão relacionadas à ocorrência de fraturas, pois conseqüentemente vão provocar um tempo ocioso para recuperação e, às vezes, conforme a fratura, levar a cirurgias e repousos prolongados nos idosos, que por sua vez, levam a complicações graves e até à morte”, observa o médico.
O ortopedista diz que a recuperação de fraturas em um paciente idoso é sempre demorada e mais delicada do que em um paciente de meia-idade, pois a pessoa idosa, “além da maioria ter osteoporose, normalmente apresenta outras complicações clínicas associadas, sendo as mais comuns diabetes, hipertensão vasculopatias, entre outras”.
Como socorrer
“Quando nos deparamos com uma pessoa idosa caída, em primeiro lugar, devemos observar as condições respiratórias e de consciência. Se estiverem bem, deve-se conversar com ela e verificar a região afetada. Em seguida, deve-se tentar, com cuidado, mobilizá-la e levá-la ao um hospital mais próximo para avaliação. Se houver alguma dúvida, não hesitar em chamar um resgate que, com certeza, seria uma atitude de menor risco”, acrescentou o ortopedista.
Fogaça Filho finaliza, ressaltando a questão a prevenção. “Algumas atitudes simples dentro de casa podem ajudar na prevenção de quedas, como retirar tapetes, colocar corrimões em banheiros e perto de escadas, tapetes de borracha em boxes e evitar móveis com quinas desprotegidas. Com certeza, estas simples medidas farão a diferença”, concluiu o médico.
Medidas preventivas
Orientar o idoso sobre os riscos de queda e suas conseqüências. Esta informação poderá fazer a diferença entre cair ou não.
Racionalização da prescrição de medicamentos, correção de doses e de combinações inadequadas.
Redução da ingestão de bebidas alcoólicas.
Avaliação anual: oftalmológica, da audição e da cavidade oral.
Avaliação rotineira da visão e dos pés.
Avaliação com nutricionista para correção dos distúrbios da nutrição.
Fisioterapia e exercícios físicos (inclusive em idosos frágeis) visando melhora do equilíbrio e da marcha; fortalecimento da musculatura proximal dos membros inferiores; melhora da amplitude articular; alongamento e aumento da flexibilidade muscular; atividades específicas para cadeirantes; identificação dos pacientes que caem com freqüência, encorajando a superar o medo de nova queda através de um programa regular de exercícios. Vale lembrar que idosos que se mantêm em atividade, minimizam as chances de cair e aumentam a densidade óssea evitando as fraturas.
Terapia ocupacional promovendo condições seguras no domicílio; identificando “estresses ambientais” modificáveis; orientando, informando e instrumentalizando o idoso para o seu autocuidado e também os familiares e cuidadores.
Denunciar suspeita de maus-tratos.
Correção de fatores de riscos ambientais (por exemplo: instalação de barra de apoio no banheiro e colocação de piso antiderrapante).