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09/09/2011
Brasil venceu Porto Rico com facilidade e garantiu primeira posição na segunda fase
Como já era de se esperar, a quinta-feira, último dia da segunda fase do Pré-Olímpico masculino de basquete, foi de despedidas e chegadas. Uruguai, Panamá, Venezuela e Canadá deram adeus ao torneio - a última seleção também de seu técnico, Leo Rautins, que em uma entrevista por telefone anunciou que deixará o cargo. Por outro lado, o Brasil garantiu a primeira colocação do grupo de quatro equipes que passam às semifinais, a serem disputadas na noite de sábado.
O dia começou no fim da manhã desta quinta, com a partida entre Panamá e Canadá. Parelho, o jogo começou com uma vantagem dos canadenses com o jovem Kelly Olynkyk, Carl English, Levon Kendall e o filho do treinador, Andrew Rautins, na liderança da equipe.
Até o intervalo, a partida se mantinha equilibrada, mas, com a volta do vestiário, o Panamá cresceu em quadra. Além de Josimar Ayarza, também Ruben Garcés e Gary Forbes - cestinha do jogo com 39 pontos - foram importantes para a recuperação panamenha para desempatar. Com o placar de 91 a 89, o Canadá ficou de fora da repescagem para a Pré-Mundial.
No início da tarde, Venezuela e Uruguai se encontraram para brigar por uma vaga na repescagem, aquela que dáao quinto colocado a oportunidade de jogar a Repescagem Mundial rumo aos Jogos Olímpicos de 2012. A partida começou parelha, com a incansável torcida do Uruguai empurrando o time encabeçado por Esteban Batista, Gustavo Barrera e Martin Osimani.
Entretanto, do outro lado estava o americano mais mal humorado do campeonato: Eric Musselman. Diante da partida dura, o técnico deixou de apostar na defesa por zona e o time se viu mais efetivo. Com Greivis Vásquez, Hector Romero, Oscar Torres e David Cubillan, foi difícil para o Uruguai recuperar a vantagem aberta. Com placar final de 92 a 80 e garantia de repescagem para a Venezuela, restou ao Uruguai voltar para casa nos braços da fiel torcida, que sempre aplaudia a seleção.
Após o intervalo, a Argentina voltou à quadra para apagar a imagem de derrota que ficou após o jogo com o Brasil. Contra uma República Dominicana duríssima, a equipe da casa teve dificuldade para se livrar da marcação e pontuar, mesmo com a torcida de ressaca. Eulis Baez e Ronald Ramon lideraram os dominicanos de John Calipari, que comemorava cada ponto.
O segundo período foi decisivo para a Argentina. Com Luis Scola de volta e o rival e marcador Jack Michael Martinez em quadra, a partida voltou a ficar quente. Scola, sempre compenetrado, chegou a se irritar e a levantar os braços em busca de uma reação mais à altura da torcida argentina.
Além de Scola, Emanuel Ginóbili, Carlos Delfino e Federic Kammerichs estavam inspirados mais que as estrelas dominicanas Al Horford, Francisco Garcia e Charlie Villanueva. Resultado? A Argentina abriu uma diferença no placar difícil de buscar e que terminou em 84 a 58.
Com a Argentina e a matemática a favor, era a vez de o Brasil entrar para decidir o futuro: Porto Rico ou República Dominicana na semifinal? Com um Tiago Splitter mais à vontade em quadra, a Seleção entrou focada e logo tomou a dianteira, mesmo frente a um Porto Rico para lá de agressivo. Lesionado, Daniel Santiago parecia fazer falta ao grupo.
À medida em que os períodos iam passando, o Brasil ia abrindo o placar cada vez mais. Até que no terceiro quarto ficou difícil para Porto Rico de Jose Barea, Renaldo Balkman e Carlos Arroyo brilhar, mesmo individualmente. Com a diferença garantindo a vitória, o técnico argentino Rubén Magnano colocou os reservas para jogar e até Nezinho, até então zerado, fez quatro pontos no placar que terminou 94 a 72.
Com a sexta de folga, as seleções, e especialmente o Brasil, que sonha há 16 anos em conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos mais do que ganhar o torneio, se preparam para o dia do é tudo ou nada: sábado a noite.
Fonte: Terra