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13/09/2011
O comandante ituveravense Leandro José Gir Cola com os filhos Anna Laura e José LeandroComandante de um Boeing 737, Leandro Gir Cola garante que as aeronaves são extremamente seguras
Ser piloto de avião!”.
Que criança – especialmente, os meninos – não sonhou com esta profissão? Afinal, ser piloto é desbravar o céu, cruzando mares e encurtando distância entre continentes.
O ituveravense Leandro José Gir Cola, 33 anos, transformou este sonho em realidade.
Hoje, ele é comandante de um Boeing 737, da Gol Linhas Aéreas, e viaja em rotas nacionais para praticamente todas as cidades de médio e grande porte do país, e também internacionais para países como Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Paraguai e algumas ilhas no Caribe.
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, Leandro Cola fala do início de sua paixão pela aviação, e de como iniciou seus estudos para concretizar seu sonho.
“Nestes 13 anos de dedicação, trabalhei em Taxi Aéreo, Aviação Executiva, Aviação Agrícola e Aviação Comercial, acumulando um total de mais ou menos 8 mil horas de vôo”, afirma o ituveravense.
Filho do médico Névio Edenir Cola e de Erina Gir Cola, Leandro é casado com Inauê Tavares B.
Gir Cola e tem os filhos Anna Laura e José Leandro.
Ele tem a irmã Ludimila Gir Cola.
Leandro é mais um ituveravense que se destaca.
Tribuna de Ituverava – O sr.
Trabalha em um dos segmentos profissionais almejado por muitos.
Como é ser piloto? É uma profissão valorizada?
Leandro Gir Cola – O piloto é um profissional altamente qualificado e capacitado, que voa em aeronaves extremamente seguras, com toda a tecnologia a seu favor.
O mercado de trabalho para o piloto de aviões de carreira está em plena expansão e a remuneração é acima da média.
Diria que é a profissão mais cobiçada na aviação civil, tanto pelo seu glamour como pela satisfação que a carreira oferece ao longo dos anos.
Tribuna de Ituverava – Quando e como você ingressou nesta carreira? Como foi sua preparação? Por que optou por ela?
Cola – A opção pela aviação foi simplesmente devido ao meu interesse e admiração por máquinas, especialmente aviões.
Iniciei meus estudos teóricos e aulas de pilotagens no Aeroclube de Ribeirão Preto, no ano de 1998, onde obtive minha primeira vitória na aviação: o Brevê de Piloto Privado.
A partir daí,me dediquei integralmente aos estudos e treinamentos de vôo e simuladores de vôo, formando-me em Ciências Aeronáuticas, quando conquistei a tão almejada carteira de Piloto Comercial e, com ela, estava apto para ingressar no mercado de trabalho.
Nestes 13 anos de dedicação, trabalhei em Taxi Aéreo, Aviação Executiva, Aviação Agrícola e Aviação Comercial, acumulando um total de mais ou menos 8 mil horas de vôo.
Tribuna de Ituverava – Atualmente, por qual empresa voa? Para quais lugares? Que tipo de passageiro transporta?
Cola – Hoje, trabalho na Gol Linhas Aéreas, como comandante de Boeing 737.
Minhas rotas nacionais são todos destinos que a Empresa opera, praticamente todas as cidades de médio a grande porte do país; e rotas internacionais regulares, faço vôos para Chile, Argentina, Bolivia, Colombia, Venezuela,Paraguai e algumas ilhas no Caribe; e eventualmente algum vôo não regular para entrega ou recebimento de aeronaves ou, até mesmo, em vôo de fretamento.
Tribuna de Ituverava – Como você vê a crise aérea brasileira? O país convive com aeroportos com excesso da capacidade, aeronaves sucateadas e um número crescente de vôos e linhas áreas.
Dá para mudar este quadro? O que deve ser feito?
Cola – Bem, nos últimos anos o Brasil experimentou um crescimento extraordinário no transporte aéreo, e continua crescendo, batendo recordes anos pós anos.
Entretanto, a infra-estrutura não acompanha o segmento.
Realmente, os aeroportos estão operando com a capacidade bem acima da suas capacidades, e a maioria está há mais de 10 anos sem receber investimentos e, portanto, sem melhorias, afetando diretamente o conforto dos usuários e limitando o crescimento das Empresas Aéreas e, conseqüentemente, freando o setor econômico.
Apenas para esclarecimento, foram citadas “aeronaves sucateadas” não existe.
Hoje, possuímos as mais seguras e sofisticadas aeronaves operando na Aviação Comercial Brasileira, não existe aviões sucateados voando nos céus brasileiros, neste ponto, somos um exemplo mundial.
Existe solução para a crise, mas, em curto prazo, é impossível.
O ideal seria a construção de novos aeroportos e terminais, ou um replanejamento dos atuais aeroportos, que, em algumas cidades, já existe.
Tribuna de Ituverava – Como você analisa o futuro da aviação brasileira?
Cola – O setor aéreo, naturalmente, acompanha diretamente a economia do país. Em um futuro próximo – quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol, em 2014 –, tenho certeza que a aviação crescerá a pleno vapor.
Acredito também que após este evento o país ainda continuará crescendo, colhendo os frutos destes investimentos, porém em um ritmo menor,até se estagnar...