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13/09/2011
Os médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto são obrigados a fazer a difícil escolha de quem deve ser operado e quem terá que esperar pelo procedimento. Segundo o médico cirurgião Valter Vilela de Andrade, os casos são avaliados de acordo com a gravidade. “Isso é muito difícil de fazer, é como uma mãe escolher entre filhos. Nós procuramos exercer o critério técnico de avaliar com carinho os pacientes e tentar priorizar os que demandam o atendimento mais urgente”, afirma Andrade.
Com os assistentes paralisados há dois meses e meio, o Hospital teve que desmarcar mais de 1.500 cirurgias. Casos como o do morador de Serrana Claudionor Pereira Cunha, de 32 anos, e que há um ano e meio espera por uma operação na perna, estão com solução indefinida. “Eles alegaram que não tem anestesista, cirurgião. Agora eu fico com dor o dia inteiro, à noite eu não consigo dormir. Para ir para algum canto eu dependo dos outros”, diz Cunha.
Hoje a Unidade de Cirurgias Cardíacas diminuiu pela metade o número de operações – de oito para quatro por semana. São mais de 100 pessoas aguardando por cirurgia sem saber por quanto tempo ainda vão esperar.
Os médicos entraram em greve em 29 de junho por um reajuste salarial que elevaria o salário para R$ 6,2 mil por 24 horas trabalhadas. O valor já é pago aos médicos com cargos semelhantes no Hospital Estadual e na maternidade Mater, ambos em Ribeirão Preto.
Segundo o médico Ulysses Strogoff de Matos, a categoria aguarda pela negociação. “Estamos colocando a possibilidade de findar esta greve mediante garantias de nenhum desconto reembolso dos salários descontados e abertura de negociações. Nós estamos desde o ano passado pedindo por isso”, declarou.
Fonte: EPTV.com