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30/09/2011

EDIÇÃO 2.946 - ENQUETE

Sessão para cirurgia espiritual: tratamento alternativo à medicina convencional começa a ser visto com “bons olhos”

Tratamento convencional aliado ao espiritual pode ser benéfico na recuperação do paciente

No Brasil, 80% dos pacientes oncológicos recorrem com freqüência, a terapias não-convencionais

A fé pode ser uma importante arma para cura de doenças. Pelo menos, é o que aposta grande parte dos “espiritualistas de plantão”, que começa a aliar o tratamento convencional da medicina com métodos considerados alternativos, ou de cunho exotérico ou religioso. Hoje, muitos doentes promovem esta “dobradinha” e a própria medicina já vê a eficácia de alguns destes métodos, reconhecendo seus os efeitos positivos na recuperação do doente.

Mesmo por que, espera-se que a fé ajude o doente a se sentir melhor, proporcionando-lhe a cura. No Brasil, 80% dos pacientes oncológicos, em complemento aos tratamentos oferecidos pela medicina tradicional, recorrem com freqüência, a terapias não-convencionais – ligadas a algum tipo de crença espiritual.

“Padres, rabinos, médiuns sempre entraram e saíram dos hospitais pela porta dos fundos”, disse o mestre de reiki, Plínio Cutait, coordenador do departamento de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio-Libanês. Trabalho semelhante é realizado há cinco anos pelo médico Paulo de Tarso Lima, no setor de Oncologia, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O fato é que a medicina integrativa – aquela que reúne métodos de tratamento considerados por muitos como “exotéricos” ou quiropráticos, vem ocupando seu espaço.

Para se ter uma idéia, há 20 anos, o médico Brian Berman inaugurou o primeiro Centro de Medicina Integrativa dos EUA. Hoje, as 42 clínicas do tipo no país movimentam cerca de US$ 30 bilhões anuais. Alguns destes centros estão ligadas a instituições de medicina conceituadíssimas em todo o mundo.

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar à população sua opinião sobre métodos alternativos, que agora passam a ser “bem vistos” pela medicina convencional. “Acredito que sim, pois esses meios alternativos deixam o psicológico da pessoa melhor e com isso, a possibilidade de cura é bem maior”, acredita a vendedora Bruna Laís da Silva, 24 anos.
Há também os que não acreditam nestes procedimentos. “Não acredito, pois nada que seja do mundo espiritual parece ter sentido para mim, portanto se a medicina agisse sozinha, o resultado seria mais eficaz”, afirmou a atendente Joyce Helena dos Santos, 18 anos.

Veja, na íntegra as respostas:

Cirurgias espirituais são utilizadas em tratamentos

Ator global passou por cirurgia espiritual para curar câncer linfático

O ator Reynaldo Gianecchini foi buscar no espiritismo o auxílio para a cura de um câncer linfático – (tipo não-Hodgkin T angioimunoblástico). O médium João Berbel – do Instituto Medicina do Além, de Franca (interior de São Paulo), que também tratou o pai do ator – operou espiritualmente Gianecchini, ainda quando estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Sabemos que este é um dos tipos de câncer que mais agride o corpo humano, e é raro. A cirurgia espiritual entra como um complemento ao tratamento da medicina convencional", explica o espírita.

Segundo ele, operar um câncer espiritualmente é mais fácil do que tratar de uma gripe. “A cirurgia espiritual é para curar as enfermidades do corpo físico. Espiritualmente falando, é mais fácil curar um câncer do que um resfriado. Este é um dos mistérios que ainda desafiam a medicina convencional”, completa Berbel, que atende em seu instituto cerca de 5 mil pessoas por semana.
Mestre João, como é conhecido, explica que a cirurgia espiritual é através da fé e do amor. Ela é realizada pelos amigos espirituais que, neste caso, o médium é guiado pelo espírito de Ismael Alonso, que, em vida, foi médico e prefeito de Franca, e que morreu em 1964. “Assim como tratamos do seu pai, rogamos a Deus e aos bondosos irmãos espirituais que tenham compaixão do irmão Gianecchini”.

Segundo a doutrina espírita, não apenas o câncer, mas todas as enfermidades são conseqüência das atitudes que as pessoas têm em suas vidas anteriores. “Espiritualmente, tudo que fizemos de ruim em vidas passadas, temos que pagar na vida terrena. As doenças estão ligadas a uma ficha cármica, que são como manchas no corpo espiritual, na alma. Aqui na Terra, é um plano de prova e expiação e, por isso, temos que quitar nossas dívidas perante a justiça divina", explica o médium Berbel.

A cirurgia
De acordo com o espiritismo, a cirurgia espiritual não é física, mas no corpo espiritual, chamado perispírito, onde estaria a origem das doenças. Não há cortes ou dor e, após a intervenção, também não é possível ver cicatrizes. São os espíritos iluminados que realizam esta cirurgia.
A professora Maria Aparecida Rodrigues Rici (“Picida”), estudiosa da doutrina há vários anos, explicou. “Em uma cirurgia espiritual, os ‘reparos’ são feitos no corpo espiritual. A medicina convencional trata o corpo físico, mas se o perispírito continua doente, as chances de sucesso diminuem”, afirmou.
Segundo ela, qualquer um pode passar por uma cirurgia espiritual. “Todos nós somos filhos de Deus, irmãos de Jesus, independente de sua fé”, complementou “Picida”.
“Qualquer pessoa, independentemente da crença religiosa, pode ser atendida por um médico espiritual, mas algumas recomendações práticas são feitas àqueles que necessitam do atendimento. É aconselhável que o paciente não consuma carne por sete dias antes, e 15 dias após a cirurgia. Também não deve ingerir bebidas alcoólicas e nem fumar. É claro que devemos lembrar que o tratamento espiritual é complementar ao realizado pela medicina convencional, e que jamais dispensa o uso de medicamentos”, concluiu.






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