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03/10/2011
Cômodo com grade onde supostamente internos ficaram presos, em clínica fechada em Ituverava
Entres as clínicas denunciadas a ONU, uma delas ficava em Ituverava, que foi fechada no mês de julho.
Na época, os pacientes afirmaram que estavam sendo espancados e dopados pelos funcionários.
Eles viviam em condições insalubres.
A instituição foi fechada, os proprietários e um funcionário presos.
A Polícia Civil de Ituverava continua investigando o caso, que deve ser encaminhado agora ao Ministério Público.
Procuradas pela Tribuna de Ituverava, nesta semana, as autoridades policiais não quiseram se manifestar sobre o caso.
Acusações
Entre as acusações descritas no relatório enviado à ONU, estão excesso de leitos – para que, dessa forma, a clínica receba mais do SUS –, problemas na estrutura dos prédios, falta de funcionários e de licença para funcionamento.
Para o Conselho de Psicologia, as clínicas para dependentes químicos tornaram-se uma indústria que só visam lucro,já que o tratamento de uma pessoa viciada em drogas pode custar entre R$ 600 e R$ 3 mil por mês.
Por esse motivo, o Ministério Público defende que o Estado assuma os custos de tratamento desses pacientes.
“Estamos lutando pela melhoria do serviço, com equipamentos adequados e equipe capacitada para as intervenções necessárias”, diz o promotor Naul Felca.
A vinda de uma equipe da ONU ao Brasil, para investigações sobre possíveis violações dos direitos humanos, mostra a carência do país em resolver e fiscalizar seus próprios problemas estruturais.
“Em minha opinião, faltam políticas públicas específicas, direcionadas ao tratamento do dependente de álcool e drogas”, defende o presidente do Instituto de Valorização á Vida de Ituverava (IVVI), José Constantino Silva.
Ele afirma que leis específicas e fiscalização mais contundente poderiam melhorar a situação.
“Infelizmente, o problema cresceu de tal forma que não pode ser mais ignorado e, por isso, precisa de uma legislação mais específica.