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17/10/2011
Uma das agências do Banco do Brasil que entrou em greve nesta semana
Como a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) não ofereceu nova proposta, a greve dos bancários foi fortalecida nesta semana.
Até a última quinta-feira, 13 de outubro,8.758 agências estavam paralisadas em todo o país.
Na região, a situação não é diferente.
Todas as agências da Caixa Econômica Federal de Franca,São Joaquim da Barra e Ituverava estão paralisadas.
Além disso, funcionários de outras instituições bancárias aderiram à greve nesta semana, como é o caso das duas agências do Banco do Brasil em Ituverava.
As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial de 12,8%, aumento da PLR, vale-refeição de um salário mínimo, mais contratações, fim das terceirizações e ampliação do horário de atendimento dos bancos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, Edson Roberto dos Santos,esta é a maior manifestação da categoria nos últimos tempos.
“Diante disso, os banqueiros estão se aproveitando da situação para discriminar a população de baixa renda, induzindo-a ser atendida pelos correspondentes bancários como lotéricas, farmácias, padarias e supermercados”, explica Santos.
“A indiferença dos banqueiros em não negociar com os bancários e manter uma proposta de reajuste de apenas 8%, pode ser considerada uma provocação diante dos lucros exorbitantes de aproximadamente R$ 30 bilhões no primeiro semestre”, complementou o presidente.
Greve dos Correios
Após 28 dias de greve, os trabalhadores dos Correios voltaram ao trabalho na última quinta-feira, 13 de outubro.
Em sessão realizada terça-feira, 11 de outubro, os ministros definiram que o salário dos trabalhadores terá reajuste de 6,7% retroativo a 1º de agosto e aumento linear de R$ 80 a partir de 1º de outubro de 2011, sem abono.
Além disso, o vale refeição diário passou de R$ 23 para R$ 25, além de um vale cesta de R$ 140.
Foi negociado ainda um vale-extra a ser pago em dezembro de 2011 aos trabalhadores admitidos até julho deste ano.
O ponto mais polêmico foi o desconto dos dias de paralisação.
Os ministros do TST decidiram que 7 dos 28 dias de paralisação serão descontados da folha de pagamento dos trabalhadores os grevistas.
Os demais 21 deverão ser compensados com horas extras e trabalho nos finais de semana.