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17/10/2011
Banca de óculos de grau e de sol, vendidos em praça de camelôs, no Centro de Campinas; no destaque, o médico ituveravense Adriano Fonseca YamadaAlém de agravar problemas de visão, lentes vendidas nas ruas podem causar dor de cabeça e estrabismo
Tem gente que adquire por necessidade.
Outros, por vaidade.
E há aqueles também que alegam economia... O fato é: hoje, um par de óculos pode ser adquirido em qualquer esquina, de qualquer maneira, sem qualquer prescrição médica.
Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu fazer um alerta para que a população não arrisque a comprar ou usar óculos de grau prontos, vendidos informalmente, por preços baixos, em bancas de camelôs ou lojas do comércio.
Sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas e até estrabismo são apenas algumas das possíveis conseqüências para quem abre mão de realizar exame adequado e usar lentes específicas, seguindo a prescrição médica de maneira correta.
Segundo a médica oftalmologista Ana Beatriz Ungaro Crestana, do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) “Dr. Luiz Roberto Barradas Barata”, em Heliópolis, é muito difícil um leigo fazer a escolha correta das lentes, apenas experimentando os óculos, como acontece no comércio popular.
“O mais comum é que o cliente acabe comprando uma lente que funcione como uma lupa, ou seja, aumentando bastante o tamanho das letras pequenas.
Num primeiro momento, as lentes parecerão ser uma boa solução, mas o uso por um período prolongado poderá revelar diversos desconfortos”, afirmou a médica.
Óculos de sol
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o oftalmologista ituveravense Adriano Fonseca Yamada, ressaltou ainda que a aquisição de óculos de grau no comércio informal pode trazer diversos danos à saúde.
“Estes óculos geralmente são comprados com graus maiores do que o paciente realmente precisa.
Além do mais, eles possuem a mesma graduação em ambas as lentes, ao contrário dos óculos prescritos pelo médico, pois a maioria dos pacientes apresenta graduações diferentes nos olhos direito e esquerdo”, ressaltou o médico.
Yamada também adverte sobre os óculos de sol adquiridos em camelôs.
“Eles não possuem a devida proteção contra os raios ultra-violeta e, portanto, provocam sérios danos às estruturas intra-oculares.
A falta dessa proteção pode causar, por exemplo, lesão das células retinianas, que ficam no ‘fundo’ do olho, entre outras patologias”, observa.
O médico finalizou: “o ideal é sempre consultar um oftalmologista para fazer o exame correto”, afirma Yamada.