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23/10/2011
A votação nas eleições da Argentina terminou neste domingo (23), confirmando a expectativa de reeleição sem surpresas da presidente Cristina Kirchner.
Cristina deve ter 55% dos votos, contra 14% do socialista Hermen Binner, seu principal adversário, segundo uma pesquisa de boca de urna encomendada pelo próprio governo.
Cristina votou às 11h47 (12h47 no Brasil) em Río Gallegos, seu reduto eleitoral na província de Santa Cruz. Muito emocionada, Cristina elogiou as inéditas eleições primárias realizadas no país, em agosto, que deu a ela ampla vantagem em relação aos concorrentes.
“Estamos culminando um processo político que começou com as primárias, que acredito que vai ser fundante porque combina com nossos sistema eleitoral e vai abrir mais para a participação de todos os partidos”, disse.
Cristina, que durante o mandato enfrentou uma crise com jornais críticos ao governo, elogiou os meios audiovisuais, que segundo ela têm um “papel preponderante” no processo eleitoral e lembrou que, desde 1983, com o fim da ditadura no país, os jovens podem votar livremente.
Em um entrevista interrompida várias vezes para cumprimentar e beijar militantes, transmitida pelas TVs argentinas, a presidente voltou a lembrar do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, cuja morte completa um ano.
“Nesse momento particular para mim, não posso evitar de lembrar, porque além de presidente sou uma mulher e mulher de um homem que marcou a vida política da Argentina, que marcou uma etapa histórica diferente do nosso país”, disse a presidente, que afirmou que retorna esta tarde a Buenos Aires para acompanhar a apuração.
Opositores
O socialista Binner votou às 10h15 locais em Rosario, na província de Santa Fé, que governa desde 2007. Sem dar muitas declarações, o candidato da Frente Ampla Progressista classificou a eleição de “muito tranquila”.
“Tive alguns problemas em Formosa, uma situação desagradável, mas nada demais”, disse Binner, referindo-se à agressão sofrida pelo candidato a prefeito Carlos Maldonato por um grupo de pessoas na cidade de Ingienero Juárez.
O primeiro candidato opositor a votar foi o deputado Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical, antes das 9h em um colégio da sua cidade natal, Chascomús, na província de Buenos Aires.
“Fizemos tudo que estava ao nosso alcance, dizendo tudo o que queríamos dizer, com muita honestidade intelectual e vamos ver o que os cidadãos decidem. De todo modo, a história não termina hoje em Argentina. Não é a primeira eleição de que participamos, nem a primeira eleição difícil. E nós não somos daqueles que acham que tem de desistir de uma eleição porque é difícil”, disse Alfonsín, que chegou a admitir, numa inserção na TV, a vitória da presidente.