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05/11/2011
Colega, amigo ou patrão. Não são poucas os apelidos dos garçons na busca por atenção dos clientes que também não fazem incomum o uso do velho guardanapo para passar um recado à mesa ao lado ou uma sugestão de música para a banda que anima o jantar.
Hábitos que ganharam um importante aliado, ou adversário, dependendo do ponto de vista. Desde o início do ano, um aplicativo que funciona como cardápio vem ganhando espaço em vários restaurantes no país.
Em Bebedouro, um restaurante já adota o sistema que facilita a vida do consumidor, que escolhe o que vai comer e beber no tablet. "O pedido já vai direto para a cozinha", explica Patrícia Pimentel, dona do Santa Skina, inaugurado em setembro.
Outra atividade praticada nos bares e restaurantes do país, a paquera também foi informatizada. Um chat entre as mesas facilita o primeiro contato, antes resumido às cantadas escritas com a caneta do garçom. "É bom que a chance dos tímidos aumenta bastante" , comemora o estudante Guilherme Cangemi.
O sistema inovador na região foi desenvolvido por uma equipe de Bebedouro, que conseguiu no restaurante local o primeiro cliente. "Tem funcionado muito bem" afirma Patrícia.
A aceitação foi tanta, que, segundo a dona do estabelecimento, as mesas de dentro do bar são mais procuradas do que as que ficam na calçada que não contam com os tablets. "Os 10% são pedidos da mesma forma, pois o papel dos garçons é fundamental", explica a empresária.
Em Ribeirão Preto, o Bar Dom Pedro, é pioneiro em transformar o tradicional papel do cardápio em imagens e informações no tablet. "Sentimos que a receptividade do público com a novidade foi boa e queremos aumentar a interatividade", comenta o empresário Riolando de Castro sobre o novo serviço, desenvolvido por uma empresa de São José do Rio Preto. "No começo, tínhamos muitos problemas de rede e no servidor, mas alguns ajustes bastaram para estabilizar tudo", comenta.
Tendência
A facilidade foi mudar o cardápio sem precisar recorrer a gráficas. "O custo é um só, mais alto é verdade, mas com o tempo dá para repor o investimento", acredita Patrícia. O cardápio digital é um novo serviço para bares e restaurantes que deve em breve se tornar padrão.
"Em médio e longo prazo é um bom investimento", diz Rafael Lourenço, que tem pizzaria em Ribeirão Preto, ainda não tem a tecnologia e diz gastar mais de R$ 100 por mês com impressão de cardápios.
"É mais caro [usar tablets], mas é mais prático e em algum tempo o custo acaba se equiparando", afirma Riolando.
"O que impede que a moda pegue ainda é o preço, mas com o tempo a tecnologia deve ser barateada e o acesso, maior", explica o técnico em informática Maikon Murilo.
Fonte: EPTV.com