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22/11/2011
O professor Rogério VidalPopulação será consultada para saber se concorda com a divisão; votação acontece dia 11
Com o pretexto de melhor administrar a região, deputados e senadores aprovaram, em maio deste ano, a realização de um plebiscito – consulta popular, através de “sim” ou “não” – para saber se a população do Estado do Pára concorda em dividir a uni- dade federativa em outras três.
De acordo com projeto de Decreto de Lei, o Estado – que atualmente, é o maior do país – seria dividido em três unidades federativas distintas: o Pará (que continuaria com a capital Belém), e os novos Carajás (cuja capital seria Santarém) e Carajás (com a capital Marabá). Plebiscito ocorrerá no dia 11 de dezembro.
Professor de História fala
sobre a divisão do Pará
O professor ituveravense de História, Rogério Vidal, 43 anos, que também dá aulas da disciplina co-relativa de Geopolítica, é contra a divisão do Estado do Pará. “Para mim, não há necessidade alguma de dividir o Estado”, ressaltou o professor, que enumerou alguns pontos negativos.
“Três Estados a mais só iriam onerar ainda mais a União. Também tem o problema da representatividade. Cada Estado tem direito a três senadores, por exemplo. A região – que tem pouco mais de 10 milhões de habitantes –, se for dividida, passaria ter 9 senadores, enquanto que o Estado de São Paulo, com mais de 20 milhões de eleitores, teria os mesmos três representantes”, disse.
Vidal concluiu: “Em minha opinião, estes políticos que defendem ferrenhamente esta divisão buscam benefícios próprios. Acho que o Brasil tem outras prioridades a criar novos Estados”.