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28/11/2011
A economia da zona do euro já está em "uma leve recessão", e deve crescer bem menos no ano que vem do que esperava a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No relatório semestral "Perspectiva Econômica" divulgado nesta segunda-feira (28), a organização cortou de 2% para 0,2% a estimativa de expansão da economia da região de moeda única no ano que tem.
Para 2011 o crescimento deve ser de 1,6%; em 2013, de de 1,4%.
Na avaliação da OCDE, a crise dos países da zona do euro representa o principal risco para a economia mundial neste momento.
Seu relatório semestral previu ainda que o crescimento mundial desacelerará para 3,4% em 2012, contra 3,8% neste ano.
Isso marca uma forte queda em relação ao cenário projetado em maio, quando a OCDE estimava expansão de 4,2% neste ano e 4,6% em 2012.
Economia sem força
De acordo com o relatório , a OCDE vê que a recuperação econômica mundial está perdendo força, deixando a zona do euro em uma leve recessão e os Estados Unidos em risco de seguir o mesmo caminho.
"A crise da zona do euro representa o risco principal para a economia mundial no momento, com a preocupação sobre a sustentabilidade da dívida soberana dos países haver se tornado generalizada", informou relatório da OCDE.
Se medidas não forem tomadas, de acordo com o relatório da OCDE, o contágio recente que afeta países cujas finanças públicas eram antes consideradas sólidas poderia levar a uma "ruptura econômica massiva".
Mais cedo, a agência de classificação financeira americana Moody s advertiu que todas as notas que medem o risco de crédito da União Europeia (UE) estão ameaçadas pela atual crise financeira.
"Nós vemos o crescimento dos Estados Unidos se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução, mas esse impulso é temporário e irá desvanecer".
Previsões reduzidas
A ameaça de recessões ainda mais devastadoras existe se a zona do euro não conseguir controlar sua crise de dívida e se os parlamentares dos EUA não puderem acertar um plano de redução de gastos estatais, advertiu a OCDE.